O Bolsa Família alcançou seu maior custo anual em 2023, quando a despesa chegou a R$ 184,8 bilhões. Após esse pico, os gastos passaram a cair ano a ano, em razão de medidas de fiscalização, combate à fraude e regras para a saída organizada de famílias que tiveram aumento de renda.
O governo estima agora que o programa custará R$ 162,4 bilhões neste ano e R$ 178,5 bilhões em 2027. A nova previsão considera o reajuste de 15% anunciado nesta quinta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A correção será aplicada a partir da folha de pagamento de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições.
O aumento acrescentará R$ 5,8 bilhões às despesas deste ano, que já têm dotação orçamentária de R$ 156,6 bilhões. Para 2027, a projeção indica uma despesa R$ 22,7 bilhões acima dos R$ 155,8 bilhões previstos no projeto de lei orçamentária anual (PLOA).
Evolução das despesas
Em 2004, ano de lançamento do programa, o custo anual foi de R$ 12,1 bilhões, considerando valores atualizados pela inflação. A previsão para 2027 representa alta de cerca de 1.380% em relação àquele valor.
As despesas cresceram gradualmente até 2019, quando somaram R$ 46,8 bilhões. Em 2020, a criação do auxílio emergencial para um público extenso fez o gasto mais do que triplicar, chegando a R$ 155,1 bilhões.
No ano seguinte, com a redução e a extinção gradual do auxílio emergencial, o então presidente Jair Bolsonaro elevou o piso do Bolsa Família para R$ 400 em outubro. O programa custou R$ 58,3 bilhões em 2021.
Em agosto de 2022, foi criado um benefício adicional de R$ 200, válido até dezembro daquele ano, durante a tentativa de reeleição de Bolsonaro. A despesa chegou a R$ 103,5 bilhões.
Depois de retornar ao poder, Lula tornou permanente o piso de R$ 600 e criou adicionais para famílias com crianças pequenas e grávidas.








