São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Saúde

Saúde formal cresce, mas concentração na enfermagem permanece alta

Estudo do IESS aponta expansão de novas ocupações e aumento do emprego formal, acompanhado de queda na remuneração média real.

Saúde formal cresce, mas concentração na enfermagem permanece alta
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A enfermagem continua concentrando a maior parcela do emprego formal na cadeia produtiva da saúde, mesmo com o avanço expressivo de ocupações ligadas à saúde mental, ao diagnóstico, à reabilitação e à nutrição. Em 2025, técnicos e auxiliares de enfermagem reuniam 1,07 milhão de vínculos, equivalentes a 45% do total das principais ocupações analisadas. Os enfermeiros somavam 395,4 mil vínculos, ou 16,7%. Juntas, as duas categorias ultrapassavam 60% dos registros.

Os dados fazem parte do Monitor de Emprego na Saúde Privada (MESP), elaborado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). A análise inclui vínculos de empresas privadas, entidades sem fins lucrativos e órgãos da administração pública.

Ocupações em expansão

Entre 2019 e 2025, os vínculos de psicólogos aumentaram 151,1%, maior crescimento entre as principais ocupações avaliadas. Técnicos em terapias complementares avançaram 141,3%; biomédicos, 121,8%; nutricionistas, 103%; e assistentes sociais, 100%.

Apesar das altas, essas profissões ainda representavam parcelas menores do emprego formal. O número de vínculos de psicólogos passou de 13,5 mil para 33,9 mil, enquanto sua participação subiu de 0,9% para 1,4%. Entre biomédicos, o estoque avançou de 15,4 mil para 34,1 mil, e a participação passou de 1,1% para 1,4%.

Nas categorias mais numerosas, os enfermeiros registraram crescimento de 82,1%, passando de 217,1 mil vínculos para 395,4 mil. Técnicos e auxiliares de enfermagem tiveram alta de 57,4%, de 676,9 mil para 1,07 milhão. Os registros correspondem a vínculos formais na RAIS, não ao total de profissionais dessas categorias no país.

Mais empregos, menor remuneração média

O estoque total de vínculos da cadeia produtiva da saúde passou de 2,24 milhões em 2024 para 2,37 milhões em 2025, alta de 5,7%, ou cerca de 128 mil vínculos. Desde 2019, o aumento chegou a 63,1%.

A remuneração média real, porém, recuou 3,5% nas operadoras, 2,3% entre prestadores de serviços de saúde e 1% entre fornecedores, na comparação entre 2024 e 2025. O Norte foi a única região com aumento dessa remuneração, de 5,7%, e registrou crescimento de 15,7% nos vínculos.

Para Denizar Vianna, superintendente executivo do IESS, o avanço dos psicólogos pode estar associado à maior atenção dada à saúde mental após a pandemia de Covid-19 e à flexibilização, pela ANS, do volume de consultas anuais com esses profissionais desde 2022. Ele também relaciona a expansão do emprego ao envelhecimento da população brasileira e ao aumento da demanda por serviços de saúde.

Vianna afirma que a queda da remuneração média não deve ser interpretada como perda geral entre os trabalhadores. Segundo ele, a expansão de ocupações com salários médios menores e a mudança na composição regional e profissional dos vínculos podem influenciar o resultado.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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