São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Saúde

Mulheres são 77% da força de trabalho na saúde europeia, mas ganham menos

Relatório da OMS aponta diferença média de 19% por hora e desigualdade maior nos cargos com salários mais altos.

Mulheres são 77% da força de trabalho na saúde europeia, mas ganham menos

As mulheres representam 77% da força de trabalho na saúde na Região Europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas ganham, em média, 19% menos por hora do que os homens. O setor é o maior empregador de mulheres na região e concentra quase 17% de todo o emprego feminino, contra 5% entre os homens.

Apesar da maioria no setor, as mulheres correspondem a 55% das pessoas que ocupam os cargos mais bem pagos. A diferença salarial aumenta nos níveis superiores de remuneração: é de 2% entre os trabalhadores com os menores salários e passa de 22% no topo da distribuição.

Natasha Azzopardi Muscat, diretora da Divisão de Sistemas de Saúde da OMS Europa, afirmou que a diferença se acumula ao longo da carreira e está relacionada à forma como o trabalho feminino é valorizado.

Fatores associados à diferença

O relatório considera fatores como idade, escolaridade, setor de emprego — público ou privado — e tipo de vínculo, em período integral ou parcial. Quando esses aspectos são ajustados, a diferença por hora cai de 19% para 6%. No salário mensal, a redução é de 28% para 10%.

A OMS afirma, porém, que os fatores analisados não explicam toda a desigualdade. Entre as possíveis razões restantes estão a desvalorização do trabalho de cuidados, a segregação profissional e práticas discriminatórias na definição dos salários.

Quanto mais feminina é uma categoria profissional, menor tende a ser a remuneração. Nos cargos de gestão em saúde e cuidados, por exemplo, o pagamento médio é de 22 euros por hora, ante 24,70 euros em funções de gestão comparáveis de outros setores.

Efeitos e recomendações

A organização afirma que a diferença salarial pode reduzir os rendimentos acumulados durante a vida, levar a pensões menores, aumentar o risco de pobreza, diminuir o retorno da educação e comprometer o crescimento econômico sustentável.

No setor de saúde em todo o mundo, as mulheres ganham, em média, 24% menos do que os homens, segundo o relatório.

A OMS recomenda medidas como transparência salarial, maior presença feminina em cargos de decisão e enfrentamento de normas e estereótipos de gênero. Para Natasha Azzopardi Muscat, a desigualdade não é explicada pelas qualificações das trabalhadoras nem por uma menor jornada, mas pela maneira como o setor remunera o trabalho das mulheres.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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