São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Saúde

Projeto prevê integração do SUS para enfrentar doenças crônicas

Proposta em análise na Câmara inclui prevenção e assistência às DCNTs entre as atribuições do SUS e prevê estrutura permanente na rede pública.

Projeto prevê integração do SUS para enfrentar doenças crônicas

A integração entre saúde, meio ambiente, educação e assistência social é um dos pontos previstos no Projeto de Lei 3141/26, que cria uma estrutura permanente no Sistema Único de Saúde (SUS) para doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

De autoria do deputado Pinheirinho (PP-MG), o projeto determina que o poder público promova ações conjuntas de diagnóstico e tratamento, com prioridade para populações em situação de vulnerabilidade. O texto também prevê atenção específica a doenças provocadas ou agravadas por fatores ambientais e mudanças climáticas.

Entre os fatores citados estão a poluição atmosférica, as mudanças bruscas de temperatura e umidade e a ocorrência de eventos climáticos extremos. As DCNTs se desenvolvem lentamente e estão associadas a fatores genéticos, fisiológicos, ambientais e comportamentais.

Estrutura e acompanhamento

A proposta altera a Lei Orgânica da Saúde, identificada como Lei 8.080/90, e inclui a prevenção e a assistência às DCNTs entre os objetivos do SUS. Também institui, na rede pública, o Subsistema de Assistência Integral a essas doenças, com previsão de orçamento, organização contínua e manutenção de estrutura permanente.

O atendimento deverá ser multiprofissional e contínuo, abrangendo todas as fases da vida. O projeto dá ênfase às doenças respiratórias crônicas, às doenças cardiovasculares e ao Diabetes mellitus, apontadas no texto entre as de maior mortalidade.

Pinheirinho afirma que a legislação atual não apresenta uma abordagem sistematizada para o problema. “A ideia é organizar, integrar e fortalecer as ações já desenvolvidas”, disse o deputado.

A proposta será examinada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, ainda precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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