São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Saúde

CCJ muda proposta para evitar novas despesas com hipertensão pulmonar

Texto aprovado pela comissão cria diretrizes de atendimento e remete ações e classificação clínica aos protocolos do SUS.

CCJ muda proposta para evitar novas despesas com hipertensão pulmonar

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que estabelece diretrizes para o atendimento integral de pessoas com hipertensão pulmonar. O texto foi ajustado para evitar a criação de despesas sem indicação de receita.

A doença é descrita como rara e progressiva e resulta do aumento da pressão nas artérias pulmonares. Falta de ar, cansaço excessivo e aumento dos batimentos cardíacos estão entre os sintomas citados.

Alterações na proposta

O projeto é o PL 3076/24, apresentado pelo deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB-SC), atualmente na suplência. A relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), deu parecer favorável à versão examinada antes pela Comissão de Finanças e Tributação, que modificou o substitutivo elaborado pela Comissão de Saúde.

Com a mudança, a proposta deixa de prever uma política nacional e passa a tratar de diretrizes para a atenção integral. A definição prática das ações ficará vinculada aos protocolos e às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Também foi retirada a previsão de uma linha de cuidados específica no SUS, preservando a atribuição administrativa do Poder Executivo. A classificação clínica da doença deverá ser definida pelo Executivo, em vez de ficar detalhada diretamente na lei.

Outra alteração eliminou a equiparação da hipertensão pulmonar à condição de deficiência. Laura Carneiro afirmou que essa medida poderia gerar despesas, incluindo a expansão de benefícios e serviços, e avaliou que a equiparação seria incompatível com a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

“A Convenção superou o modelo médico que reduzia a deficiência a atributo biológico do indivíduo”, explicou a deputada. Para ela, a existência de um impedimento, por si só, não caracteriza deficiência; é necessária a interação com obstáculos externos.

A tramitação ocorreu em caráter conclusivo. O projeto poderá ser enviado ao Senado se não houver recurso para votação no Plenário da Câmara. Para se tornar lei, ainda precisa ser aprovado pelas duas Casas do Congresso Nacional.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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