São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Saúde

Projeto na Câmara propõe piso de R$ 3.624 para auxiliares da saúde

Proposta estabelece reajuste anual, regras para horas extras e limite de jornada para auxiliares médicos e odontológicos.

Projeto na Câmara propõe piso de R$ 3.624 para auxiliares da saúde

O Projeto de Lei 3038/26, em análise na Câmara dos Deputados, propõe piso salarial de R$ 3.624 para auxiliares de médicos e de cirurgiões-dentistas com jornada de 20 horas semanais. Para jornadas diferentes, o valor seria calculado proporcionalmente, até o limite de 40 horas semanais.

A proposta considera auxiliares os profissionais de laboratório e radiologia, internos de serviço médico ou odontológico, técnicos em Prótese Dentária, Técnicos em Saúde Bucal (TSB) e Auxiliares em Saúde Bucal (ASB).

Reajuste e jornada

O piso seria reajustado anualmente em 1º de janeiro. Para trabalhadores da iniciativa privada e empregados públicos, a correção acompanharia a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No caso dos servidores estatutários, o reajuste seria definido por lei específica do respectivo ente federativo.

O texto estabelece jornada normal de 4 horas diárias, com possibilidade de acréscimo de até 2 horas extras mediante acordo escrito ou em situação de força maior. O trabalho noturno e as horas extras teriam adicional de 50% sobre o valor da hora normal.

Quem trabalhar para mais de um empregador não poderia ultrapassar 6 horas de trabalho diárias no total. Também seria garantido repouso de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho.

O custeio da medida pelo setor público seria feito por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS). O autor da proposta, deputado Alfredinho (PT-SP), citou dados da Frente Nacional em Defesa dos Técnicos e Auxiliares em Saúde Bucal segundo os quais o país tem mais de 400 mil técnicos e auxiliares no setor, além de milhares de profissionais de laboratório e radiologia.

“Apesar dessa relevância estrutural, essas categorias permanecem até hoje sem piso salarial legal próprio”, afirmou o deputado.

A proposta será examinada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, ainda precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5