São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Saúde

Rede de saúde ganha reforços para enfrentar extremos climáticos no Sudeste

Medidas incluem centros de monitoramento, unidades resilientes, ambulâncias e bases da Força Nacional do SUS para emergências.

Rede de saúde ganha reforços para enfrentar extremos climáticos no Sudeste

O Ministério da Saúde informou que o Sudeste terá um centro dedicado ao acompanhamento de temperaturas extremas e chuvas intensas. O Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC) instalado em Belo Horizonte (MG) deve orientar a preparação das redes locais e apoiar a Força Nacional do SUS (FN-SUS), cuja base regional fica no Rio de Janeiro.

A estrutura faz parte das medidas adotadas diante do El Niño, que está em nível forte e tem alta probabilidade de atingir a classificação de “muito forte” em setembro, com possibilidade de persistir até março de 2027. No Sudeste, a previsão de temperaturas acima da média eleva o risco de ondas de calor e de temporais em períodos específicos.

Entre as consequências previstas para a saúde estão estresse térmico, sobrecarga cardíaca e respiratória, aumento da demanda por atendimentos e transmissão da dengue. O cenário foi apresentado nesta quarta-feira (16), em coletiva com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, técnicos da pasta e representantes da Fiocruz.

As ações regionais incluem 764 Unidades Básicas de Saúde (UBS) resilientes entregues ou em construção pelo Novo PAC. Os projetos incluem medidas para enfrentar eventos extremos, como a escolha de áreas seguras, geração de energia solar, geradores e reserva de água por até 72 horas. Também foram destinados ao Sudeste 1,3 mil veículos do SAMU, 26 estruturas de fornecimento de água potável em áreas indígenas e 2,1 mil cisternas no semiárido mineiro.

No Rio de Janeiro, os Hospitais Federais de Bonsucesso, Cardoso Fontes e Andaraí terão reforço na assistência com a reabertura de emergências 24h e a ampliação de leitos de CTI e cirurgia. A frota estadual do SAMU 192 também recebeu veículos para renovação e expansão.

A FN-SUS prevê nove bases regionais distribuídas pelas cinco regiões do país. Três já foram abertas no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia, com capacidade de responder a emergências em saúde em até 12 horas. Em 2026, a força realizou 11 missões em oito estados, cinco delas relacionadas a desastres. As operações mobilizaram 139 profissionais de 14 categorias e resultaram em 4.899 atendimentos.

As iniciativas integram o AdaptaSUS, plano apresentado pelo Ministério da Saúde na COP30. O programa reúne 27 metas e 93 ações, com investimento de R$ 9,8 bilhões e planejamento até 2035. Em escala nacional, o Novo PAC Saúde e o Programa de Reconstrução somam mais de 2,2 mil UBS resilientes entregues ou em construção, 4,4 mil ambulâncias do SAMU, 20,8 mil cisternas e soluções para acesso à água potável.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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