São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Saúde

Tecnologia e proteção direta ajudam a preservar espécies ameaçadas

Pesquisas com corais, tartarugas, saigas e animais das montanhas monitoram a recuperação da vida selvagem e os riscos aos habitats.

Tecnologia e proteção direta ajudam a preservar espécies ameaçadas

Cientistas e equipes de conservação combinam pesquisa, inteligência artificial, câmeras remotas e proteção direta para acompanhar espécies ameaçadas em diferentes ecossistemas. Os projetos incluem corais resistentes ao calor no Golfo de Omã, tartarugas marinhas nos Emirados Árabes Unidos e antílopes saiga no planalto de Ustyurt, no Uzbequistão.

Pesquisas no oceano

Na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, o Sharjah Marine Science Research Centre recria em tanques condições que podem se tornar mais comuns nos oceanos, como águas mais quentes e ácidas e com menos oxigênio. O objetivo é observar como os ecossistemas marinhos respondem a essas mudanças.

O diretor do centro, Stephen Widdicombe, afirmou que os oceanos representam 90% do espaço habitável para a vida no planeta e enfrentam pressões relacionadas às mudanças climáticas, à poluição e a outras atividades humanas.

O biólogo marinho Jon Lapeyra fotografa tartarugas semanalmente em cerca de um quilômetro de costa. Como cada animal tem um padrão único de escamas na cabeça, semelhante a uma impressão digital, a equipe usa inteligência artificial para identificar os indivíduos e acompanhar seus deslocamentos.

Em seis meses, 95% das tartarugas fotografadas pessoalmente por Lapeyra eram juvenis. Para ele, esse resultado é um sinal encorajador para a população. Os registros também permitem saber onde cada animal passa tempo e como se movimenta.

Os recifes de coral do Golfo de Omã enfrentam temperaturas que poderiam causar forte estresse em muitos recifes de outras regiões. Por isso, são usados para investigar como os corais podem reagir a oceanos mais quentes. Pequenos fragmentos são colocados em mesas de viveiro ancoradas no fundo do mar, onde crescem e formam colônias maiores.

Áreas protegidas e falta de água

No planalto de Ustyurt, o Santuário Paisagístico Complexo de Saygachiy protege parte da área de distribuição da saiga, um antílope migrador da Ásia Central. A área tem mais de 600 000 hectares.

Segundo o inspetor-chefe Ortiqbek Saydullayev, o santuário passou de registros de dois ou três animais para uma população residente. Durante o inverno, as equipes fornecem cereal e outra forragem quando a neve cobre a vegetação. No verão, bombeiam água para pontos de abastecimento. Saydullayev afirma que há 83 poços no santuário.

As saigas podem cruzar fronteiras em busca de alimento e de temperaturas mais amenas. Por isso, a conservação depende também das paisagens usadas durante as migrações.

No Caracalpaquistão, o sistema de lagos de Sudochye, antes ligado ao mar de Aral, tornou-se independente à medida que o mar recuou. O local continua sendo uma escala importante para aves migratórias, mas os níveis de água diminuem ano após ano, segundo Aymuradov Tokhtamurad, especialista principal no Santuário Estatal de Vida Selvagem Sudochye-Akpetki.

A redução das entradas de água aumenta a salinidade e pode fazer com que os animais deixem a região. As autoridades do santuário afirmam que Sudochye é o único local de nidificação de flamingos no Uzbequistão. Se a água continuar baixando, os lagos podem deixar de ser uma área de reprodução e funcionar principalmente como ponto de passagem durante a migração.

Monitoramento nas montanhas

Nas montanhas de Kugitang, no sul do Uzbequistão, a Reserva Natural Estatal de Surkhan protege o markhor, uma cabra selvagem, e o urial de Bukhara, uma ovelha selvagem. Criada em 1986, a reserva realiza censos de fauna duas vezes por ano.

Em novembro de 2025, foram contados 981 markhor e 137 urial de Bukhara, de acordo com o diretor-adjunto Muhiddin Mamatqulov. A reserva também utiliza 32 armadilhas fotográficas, que registram os animais 24 horas por dia e ajudam a estudar espécies raras, comportamento, dinâmica populacional e migração.

O trabalho de campo continua sendo necessário. Equipes permanecem nas montanhas até o anoitecer, quando muitos animais ficam mais ativos. A população de markhor está crescendo, segundo responsáveis pela reserva, mas ainda há ameaças como caça furtiva, pressão do gado e fragmentação do habitat.

Os projetos mostram uma combinação de observação contínua, tecnologia e proteção dos ambientes. O desafio é verificar se as populações em recuperação continuarão crescendo enquanto os habitats enfrentam mudanças ambientais.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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