São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Saúde

Tosse noturna aumenta após picos de partículas finas, aponta estudo

Pesquisa com registros de sono em 32 cidades relacionou variações breves na poluição a mais tosse, inclusive em áreas abaixo do limite da OMS.

Tosse noturna aumenta após picos de partículas finas, aponta estudo

Um aumento de 10 microgramas de partículas finas por metro cúbico (μg/m³) foi associado a uma alta de 2,4% nos episódios de tosse durante os cinco dias seguintes. A relação foi identificada mesmo em cidades onde a concentração diária de poluentes ficou abaixo do limite de exposição recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A pesquisa foi conduzida por investigadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, da Universidade Tsinghua, na China, e pela empresa de tecnologia do sono Sleep Cycle. O grupo analisou sons de tosse registrados pelo aplicativo da companhia, com dados de cerca de 100 mil usuários em 32 cidades de 12 países, ao longo de 500 dias.

O padrão também apareceu em uma análise específica de Los Angeles em 2025, durante a pior temporada de incêndios florestais da cidade em vários anos. Nesse caso, a elevação de 10 microgramas por metro cúbico de partículas em suspensão esteve ligada a um aumento de 10% na tosse noturna.

Exposição em cidades europeias

Entre as 13 cidades europeias avaliadas, a média diária de partículas finas variou de 5,47 μg/m³, em Uppsala, na Suécia, a 14,70 μg/m³, em Bergamo, na Itália. A média do grupo foi de aproximadamente 10,58 μg/m³.

A OMS recomenda que a exposição média em 24 horas não ultrapasse 15 μg/m³ em mais de três a quatro dias por ano. As cidades europeias analisadas apresentaram níveis de poluição de base baixos a moderados em comparação com Pequim, que registrou 40,97 μg/m³, e Xangai, com 33,48 μg/m³.

Relação com o sono e a saúde

Os autores afirmam que a tosse noturna pode interromper o sono e relacionar a exposição aguda à poluição a efeitos sistêmicos mais amplos, como disfunções cardiometabólicas, pior desempenho cognitivo e riscos neurodegenerativos associados ao descanso inadequado.

A equipe também considerou fatores como condições meteorológicas e incidência de gripe. Mesmo após essa análise, a associação entre a poluição do ar e os episódios de tosse permaneceu.

Para Tong Xia, autor principal e pesquisador da Universidade Tsinghua, a tosse pode indicar irritação ou inflamação nos pulmões, inclusive quando ainda não há um quadro crônico. Cecilia Mascolo, que liderou o trabalho em Cambridge, afirmou que os resultados sugerem a possibilidade de não haver um nível totalmente seguro de exposição, embora o estudo seja observacional.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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