São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Brasil

Discursos na ONU marcam campanhas de presidentes em busca da reeleição

Lula falará na Assembleia-Geral a menos de duas semanas do primeiro turno; outros presidentes usaram o púlpito para defender seus governos.

Discursos na ONU marcam campanhas de presidentes em busca da reeleição

Luiz Inácio Lula da Silva fará nesta terça-feira (22) o discurso de abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York. A fala ocorrerá a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro.

Esta será outra participação de Lula na ONU durante uma campanha pela reeleição. O histórico inclui discursos de presidentes brasileiros que usaram o evento para apresentar posições sobre temas internacionais e destacar ações de seus governos ao público brasileiro.

Fernando Henrique Cardoso e a crise financeira

Fernando Henrique Cardoso foi o único presidente em período de reeleição que não discursou na Assembleia-Geral. Em 1998, o então ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, fez a abertura do encontro em seu lugar e concentrou a fala na instabilidade dos mercados financeiros e na crise asiática.

Lampreia afirmou que o governo FHC defendia maior cooperação entre autoridades monetárias, coordenação de políticas macroeconômicas e monitoramento internacional. Também apoiou a reforma do Conselho de Segurança da ONU e uma globalização com solidariedade.

A eleição de 1998 foi a primeira em que um presidente brasileiro pôde disputar um novo mandato. FHC venceu no primeiro turno, em uma campanha marcada por debates econômicos, pela estabilidade do real, pelo controle da inflação e por críticas às privatizações.

Lula e Dilma Rousseff

Em 2006, Lula destacou na ONU medidas de combate à fome, criação de empregos, aumento da renda e direitos das mulheres. “O nível de vida dos brasileiros melhorou, cresceram o emprego e a renda”, disse o presidente. Ele também defendeu mudanças no comércio internacional e no Conselho de Segurança. Naquele pleito, derrotou Geraldo Alckmin no segundo turno.

Em 2014, Dilma Rousseff afirmou que o Brasil havia reduzido a fome, a desigualdade e a mortalidade infantil. Também mencionou ações de transparência, combate à corrupção, expansão do ensino superior e igualdade racial. A presidente venceu Aécio Neves em uma eleição acirrada.

Bolsonaro em 2022

Jair Bolsonaro tratou de política doméstica em seu discurso de 2022, quando enfrentava dificuldades nas pesquisas. Sem citar Lula pelo nome, afirmou que o petista havia sido condenado em três instâncias e defendeu realizações de seu governo nas áreas econômica e social.

Bolsonaro também destacou o Auxílio Brasil, falou em queda da pobreza e afirmou que o país era exemplo de proteção ambiental e defesa dos direitos humanos. Na eleição, perdeu para Lula por menos de dois pontos percentuais. Foi o primeiro presidente a não conquistar um novo mandato desde a instituição da reeleição, em 1997.

O discurso de Lula ocorre em um contexto eleitoral diferente dos anteriores, mas mantém a tradição de presidentes candidatos à reeleição apresentarem, na ONU, mensagens dirigidas a líderes internacionais e à população brasileira.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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