São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

PF e autoridades italianas miram grupo ligado à ‘Ndrangheta por tráfico de cocaína

Operação Eredità cumpre sete prisões e cinco buscas em São Paulo e Santa Catarina contra suspeitos de tráfico e lavagem de dinheiro.

PF e autoridades italianas miram grupo ligado à ‘Ndrangheta por tráfico de cocaína

A Polícia Federal e autoridades italianas deflagraram nesta quinta-feira (17/9) a Operação Eredità, que investiga uma organização criminosa ligada à máfia italiana ‘Ndrangheta. O grupo é suspeito de enviar cocaína da América do Sul para a Europa e de manter uma estrutura para movimentar, ocultar e dissimular recursos do tráfico internacional.

A ação cumpre sete mandados de prisão preventiva contra brasileiros e italianos e cinco mandados de busca e apreensão em São Paulo e Santa Catarina. Também foram determinadas medidas para bloquear bens e valores dos investigados. Os pedidos foram apresentados pela Polícia Federal à Justiça, com manifestação favorável do Ministério Público Federal (MPF).

As provas foram reunidas por uma equipe conjunta de investigação formada por integrantes do MPF e da Procuradoria Nacional Antimáfia e Antiterrorismo da Itália. Também participam o Ministério Público de Turim e o Departamento Anticrime de Turim do Reagruppamento Operativo Speciale (ROS) dos Carabinieri.

Investigação internacional

Segundo o MPF, o grupo continuou enviando drogas do Brasil para a Europa pelo Porto de Paranaguá (PR) mesmo depois da prisão de integrantes da ‘Ndrangheta, em 2019. Parentes dos presos teriam mantido as atividades criminosas e a estrutura financeira associada ao tráfico.

A operação é um desdobramento das operações Retis e Spiderweb, que identificaram uma ligação entre organizações brasileiras e a máfia italiana para transportar cocaína a países europeus, como Itália, Bélgica, Holanda, França e Portugal. Entre 2019 e 2020, grandes carregamentos foram apreendidos em portos do Paraná e de São Paulo.

As investigações indicam que cerca de 2,2 toneladas de cocaína estavam armazenadas no Brasil para exportação. Parte foi apreendida, mas os investigados teriam obtido novos carregamentos e alcançado mais de 4,6 toneladas até meados de 2025.

Os materiais recolhidos serão usados nas apurações sobre tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A cooperação entre autoridades brasileiras e italianas também permitiu o cumprimento de mandados contra pessoas ligadas ao crime organizado nos dois países.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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