São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Ciência

Exercício Tiger matou centenas antes do desembarque na Normandia

Treinamento realizado na Inglaterra simulou o Dia D, mas falhas de comunicação e ataques alemães deixaram centenas de soldados mortos.

Seis semanas antes do desembarque aliado na Normandia, uma simulação realizada na Inglaterra terminou com centenas de soldados mortos. O Exercício Tiger deveria preparar as tropas para a invasão, mas falhas de comunicação, colisões e ataques alemães transformaram o treinamento em uma operação fatal.

A praia escolhida foi Slapton Sands, na Inglaterra, por ter condições naturais semelhantes às da costa da Normandia, no norte da França. Os moradores da região foram evacuados para a realização dos exercícios, que buscavam reproduzir os principais desafios do Dia D.

Um treinamento em escala real

Os preparativos para a invasão começaram em janeiro de 1944. Em abril, os Aliados iniciaram exercícios de simulação em grande escala. A ideia, defendida pelo general Dwight Eisenhower, comandante supremo das Forças Aliadas, era aproximar o treinamento das condições reais de combate.

O plano incluía bombardeios navais e tiros em terra contra as tropas, além de uma longa viagem de barco e do transporte de munição. Os exercícios também serviriam para treinar a coordenação entre navios destinados ao desembarque e ao ataque. Ao todo, participaram mais de 200 navios e embarcações de diferentes tipos.

A Operação Tiger foi programada para ocorrer entre 22 e 30 de abril. O primeiro desembarque aconteceu em 27 de abril e começou com um atraso. Minutos antes do horário previsto, às 7h30, o almirante Rear Moon adiou a missão em uma hora por causa de problemas e atrasos. Nem todas as embarcações receberam o aviso.

Com isso, muitas chegaram à praia enquanto os bombardeios ainda aconteciam. Cerca de 450 homens morreram, segundo a estimativa do Dartmouth Museum.

Ataque alemão e silêncio dos sobreviventes

No dia seguinte, uma nova tentativa foi marcada por outros problemas. Dois navios da tropa colidiram, e tropas britânicas identificaram embarcações alemãs que se dirigiam à praia para interceptar o exercício.

A informação não foi repassada às tropas americanas. Elas não recuaram e foram atingidas por torpedos alemães. Os ataques afundaram diversos navios e provocaram incêndios porque os tanques de guerra transportados estavam abastecidos com gasolina.

Soldados também morreram ao tentar escapar, por hipotermia causada pela baixa temperatura da água ou por afogamento. O número de mortos nesse segundo dia é incerto, mas pelo menos 700 soldados perderam a vida. Rear Moon se suicidou meses depois, em agosto.

Para impedir que a Alemanha nazista obtivesse informações sobre o Dia D, os sobreviventes foram proibidos de falar sobre o Exercício Tiger. Alguns só se pronunciaram 50 anos depois.

O episódio é retratado no filme Pressão, lançado nos cinemas brasileiros no dia 3 de setembro. A produção acompanha os preparativos para o Dia D, operação em que milhares de soldados aliados desembarcaram na Normandia para retomar o território ocupado pelos nazistas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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