São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

IPCA de agosto amplia aposta em corte de 0,25 ponto na Selic

Índice caiu 0,32% no mês, enquanto analistas projetam redução da taxa básica para 13,75% na próxima reunião do Copom.

IPCA de agosto amplia aposta em corte de 0,25 ponto na Selic

A queda de 0,32% do IPCA em agosto aumentou a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a Selic em 0,25 ponto percentual na próxima reunião. A taxa básica está em 14% ao ano.

O Banco Central realiza o encontro na terça-feira (15) e na quarta (16). Se a projeção se confirmar, será o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual, levando os juros a 13,75% ao ano.

O resultado do IPCA foi divulgado nesta sexta (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A deflação foi influenciada principalmente pela queda na conta de luz, que recebeu o efeito temporário do bônus de Itaipu. Passagens aéreas, alguns alimentos e combustíveis também registraram redução.

Projeções para a Selic

Leonardo Costa, economista da instituição financeira Asa, afirmou que o índice de agosto, combinado com dados recentes de atividade econômica, sustenta a previsão de corte. Esses indicadores vêm apontando perda de ritmo. Costa também revisou a projeção do IPCA de 2026 para 4,8%, ante 5%, mas manteve a avaliação de que existem riscos ligados ao El Niño e a possíveis impactos sobre alimentos e energia.

Claudia Moreno, economista do C6 Bank, também espera uma redução de 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. “Nossa projeção é que os juros sejam mantidos nesse patamar [13,75%] até o fim de 2026”, afirmou.

Gabriel Pestana, da Genial Investimentos, disse que o resultado de agosto não altera a expectativa de corte na próxima reunião e também prevê a Selic em 13,75% no fim de 2026. Já Basiliki Litvac, da XP, avalia que o ciclo pode avançar além da redução esperada para a próxima semana e projeta a taxa em 13,25% ao final de 2026.

Felipe Queiroz, economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), afirmou que os dados de inflação não justificam a Selic atual. Para ele, os juros de 14% desestimulam investimentos e consumo e prejudicam o crescimento sustentável no médio e no longo prazos.

Inflação acumulada

Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 4,22% até agosto, abaixo dos 4,44% registrados em julho. O índice ficou pelo segundo mês consecutivo abaixo do teto de 4,5% da meta perseguida pelo Banco Central.

Apesar da desaceleração, Claudia Moreno destacou que os serviços subjacentes, que excluem itens mais voláteis, como passagens aéreas, acumulam alta de 5% em 12 meses. A meta tem centro de 3% e intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Ela é considerada descumprida quando o IPCA permanece por seis meses seguidos fora desse intervalo.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% no segundo trimestre, abaixo da alta de 1,1% registrada nos três primeiros meses do ano.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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