A Anfavea passou a projetar queda de 17,7% nas exportações de veículos em 2026, para 435 mil unidades. A estimativa anterior indicava recuo de 12,8%. A entidade atribui a revisão ao aumento da entrada de carros importados, principalmente chineses, e à redução dos embarques para a Argentina, principal destino dos automóveis enviados pelas montadoras brasileiras.
Vendas no Brasil
Apesar da retração esperada nas exportações, a previsão para o mercado interno melhorou. A Anfavea elevou de 12,1% para 15,2% a estimativa de crescimento das vendas em 2026. O resultado corresponde a 3,1 milhões de veículos comercializados, considerando carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.
Se o cálculo for confirmado, esse será o maior volume de vendas em doze anos. A entidade relaciona a melhora da expectativa ao maior consumo de veículos no Brasil.
Produção e juros
A projeção de crescimento da produção também foi revisada, de 5,8%, previstos em junho, para 6,7%. Com isso, as montadoras poderão terminar 2026 com 2,82 milhões de veículos produzidos, o maior volume em sete anos. A produção, segundo a Anfavea, estará novamente no nível de antes da pandemia.
A entidade afirmou que o cenário inclui desemprego baixo e crescimento sustentado por estímulos fiscais que apoiam o consumo e a demanda. No anúncio das novas projeções, porém, a direção da Anfavea destacou que os juros permanecem elevados. A Selic vem caindo menos do que o mercado esperava no início do ano.








