São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Economia

Banco Central anuncia indicadores mensais sobre reajustes salariais

Nova série reunirá dados de convenções coletivas e permitirá acompanhar a relação entre salários, mercado de trabalho e inflação.

Banco Central anuncia indicadores mensais sobre reajustes salariais

O Banco Central passará a divulgar mensalmente indicadores sobre reajustes salariais negociados em convenções coletivas de trabalho. A nova série deverá ampliar o acompanhamento das condições do mercado de trabalho e de seus efeitos sobre a inflação.

Os dados serão produzidos a partir de informações do Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho (Mediador), do Ministério do Trabalho e Emprego. Os indicadores mostrarão os percentuais de reajuste e a proporção de acordos com aumentos acima, abaixo ou em linha com a inflação.

A base distinguirá reajustes nominais e reais. Os primeiros correspondem ao aumento dos salários em valores correntes. Os segundos descontam a inflação e indicam se houve ganho efetivo de poder de compra para os trabalhadores.

Estudo do Banco Central aponta que ganhos reais tendem a ser mais frequentes quando o mercado de trabalho está aquecido e a taxa de desemprego é baixa. Esse padrão foi observado entre 2012 e 2014 e voltou a aparecer a partir de 2023, período em que aumentou a proporção de convenções coletivas com reajustes acima da inflação.

A análise também identificou forte relação entre os reajustes negociados e a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Apesar de não existir obrigação legal de repor integralmente as perdas inflacionárias, a inflação acumulada segue entre as principais referências usadas por trabalhadores e empregadores nas negociações.

As estatísticas abrangerão convenções coletivas de todas as regiões e dos principais setores da economia, incluindo agropecuária, indústria, construção, comércio e serviços. Os dados ficarão disponíveis no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do Banco Central.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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