São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Batata e café ajudam a reduzir custo da cesta básica em agosto

Pesquisa do Dieese e da Conab mostra queda em 25 capitais, mas comparação anual aponta alta na maioria das cidades.

Batata e café ajudam a reduzir custo da cesta básica em agosto

A redução dos preços da batata e do café em pó contribuiu para a queda do custo da cesta básica em agosto. A batata ficou mais barata em todas as cidades do centro-sul do país, enquanto o preço médio do quilo do café recuou em 23 capitais. Tomate e feijão também registraram diminuição.

O levantamento da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), identificou redução em 25 das 27 capitais analisadas.

As exceções foram Maceió e São Luís. Na primeira, o custo médio subiu 1,43%; na segunda, aumentou 0,78%. As maiores quedas ocorreram em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%), Cuiabá (-3,37%) e Salvador (-3,30%).

Diferença na comparação anual

Apesar do resultado mensal, a cesta ficou mais cara em 25 capitais na comparação com agosto do ano passado. Brasília (-0,64%) e Palmas (-0,27%) foram as únicas cidades com redução. As maiores altas no período foram observadas em Goiânia (7,51%), Cuiabá (6,42%) e Vitória (6,26%).

Na maior parte das capitais avaliadas, também subiram os preços do pão francês, do óleo de soja, do leite integral e do arroz agulhinha.

Valores nas capitais

São Paulo manteve a cesta básica mais cara, com custo médio de R$ 900,59. Na sequência apareceram Cuiabá (R$ 851,57), Rio de Janeiro (R$ 851,19) e Florianópolis (R$ 850,90).

Os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89). A composição da cesta é diferente nas cidades das regiões Norte e Nordeste.

Com base na cesta mais cara, registrada em São Paulo, o Dieese estimou que o salário mínimo em junho deveria ser de R$ 7.565,86, equivalente a 4,67 vezes o salário mínimo atual, de R$ 1.621,00. O cálculo considerou a determinação constitucional de que o valor deve cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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