O acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) prevê mudanças nas tarifas aplicadas ao comércio entre Brasil e Noruega a partir de 1º de novembro de 2026. A avaliação é do cônsul-geral da Noruega no Rio de Janeiro, Trond Gabrielsen, que tomou posse em agosto.
O tratado foi assinado em setembro de 2025 e reúne, do lado europeu, Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. A área de livre comércio alcança 300 milhões de consumidores, enquanto a estimativa é que o Brasil passe a ter acesso a 14,3 milhões de consumidores europeus.
Mais de 50% das exportações norueguesas terão tarifas zeradas quando o acordo entrar em vigor. O salmão está entre os produtos beneficiados; atualmente, a tarifa cobrada é de 10%. As demais alíquotas serão reduzidas gradualmente ao longo de 4 a 15 anos.
“Isso significa que as vantagens do acordo entrarão em vigor para o comércio bilateral em 1º de novembro”, afirmou Gabrielsen em um café da manhã com jornalistas. Segundo o cônsul, a redução tarifária abrangerá todos os setores.
Presença norueguesa no Brasil
O impacto do tratado sobre a atividade de óleo e gás ainda não foi detalhado. A expectativa do diplomata é que a prestação de serviços seja afetada de forma indireta. Atualmente, mais de 80 empresas offshore norueguesas atuam no Brasil, com oferta de tecnologias voltadas a perfuração, automação e operações de menor emissão.
Para Gabrielsen, o Brasil é um dos mercados internacionais mais importantes para a indústria offshore norueguesa. O país também é o maior parceiro comercial da Noruega na América Latina e ocupa a posição de 5º maior destino do investimento norueguês no mundo.
Em 2024, o investimento norueguês acumulado no Brasil chegou a US$ 14 bilhões, conforme o último dado disponível. Entre 2022 e 2023, os aportes cresceram US$ 2 bilhões, impulsionados principalmente pelas energias renováveis.








