HOUSTON — A Continental Resources pretende assumir 100% de um projeto de exploração de petróleo na Venezuela após firmar acordo com a Petróleos de Venezuela (PDVSA). O contrato envolve a operação e o desenvolvimento do bloco Ayacucho 2, na Faixa Petrolífera do Orinoco.
O anúncio ocorreu nesta quarta-feira (16), durante uma reunião do G20 realizada em Houston, no Texas. Uma mineradora dos Estados Unidos também assinou um acordo para investir no país, mas o texto não informa detalhes sobre o projeto ligado à empresa.
Reservas e participação no projeto
O bloco Ayacucho 2 fica no estado de Anzoátegui e tem reservas estimadas em 30 bilhões de barris, volume equivalente a 10% das reservas venezuelanas. A Continental Resources planeja ficar com uma participação de 100% na iniciativa.
Calixto Ortega, vice-presidente setorial de Economia da Venezuela, afirmou que o acordo representa um sinal de confiança na Venezuela e que companhias internacionais de energia estão dispostas a participar da recuperação da indústria energética do país. Ele também relacionou o contrato a outros acordos firmados nos últimos meses entre Venezuela, Estados Unidos e empresas do setor.
Desde a captura, em janeiro, do presidente deposto Nicolás Maduro, o presidente americano Donald Trump passou a apoiar Caracas e busca explorar os recursos venezuelanos. A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
Em agosto, Washington e Caracas anunciaram que os Estados Unidos assumiriam o controle de campos petrolíferos com potencial estimado em 65 bilhões de barris. Trump convidou a Venezuela, que não integra o G20, para a reunião de ministros de Energia em Houston.
Harold Hamm, fundador da Continental, disse que a empresa está acostumada a enfrentar desafios e comparou a iniciativa na Venezuela à perfuração horizontal, que, segundo ele, impulsionou o setor energético americano. O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, classificou o acordo como histórico na relação entre os dois países.
A assinatura ocorreu enquanto a guerra entre Estados Unidos e Irã pressiona os preços dos combustíveis.








