O Brasil terminou esta quarta-feira 16 com a maior taxa real de juros do mundo, mesmo após o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduzir a Selic de 14% para 13,75% ao ano. O dado é de um monitoramento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence.
A taxa real brasileira ficou em 8,45%. A Rússia aparece em segundo lugar, com 6,79%. Colômbia, Turquia e México completam as cinco primeiras posições, com taxas de 6,33%, 6,25% e 3,08%, respectivamente.
Como o índice é calculado
O cálculo considera a taxa “a mercado”, referência para os juros de uma operação real, e a inflação projetada para os 12 meses seguintes. A edição mais recente do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central na última segunda-feira 14, indicou queda na estimativa de inflação para 2026, de 5% para 4,9%.
Para 2027, a projeção teve alta de 4,29% para 4,30%. O levantamento foi feito após consulta a mais de 100 instituições do mercado financeiro.
O Brasil permaneceria na liderança mesmo se o Copom tivesse reduzido a Selic em meio ponto percentual. Nesse cenário, a taxa real brasileira terminaria esta quarta-feira em 8,29%.
O ranking considera as taxas de juros e as projeções de inflação usadas para estimar o custo real do dinheiro em cada país. Além do Brasil e da Rússia, os países citados entre as cinco maiores taxas são Colômbia, Turquia e México.







