São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Deflação reduz taxas de juros futuros, mas inflação dos EUA pesa sobre a Bolsa

IPCA caiu 0,32% em agosto, enquanto Ibovespa recuava 0,42% e investidores avaliavam os próximos passos do Fed.

Deflação reduz taxas de juros futuros, mas inflação dos EUA pesa sobre a Bolsa

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) abriram em baixa nesta sexta-feira (11), depois de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar uma deflação de 0,32% no IPCA de agosto. O movimento ocorreu na contramão do exterior, onde os rendimentos dos Treasuries avançavam.

Às 9h47, o DI para janeiro de 2028 era negociado a 13,555%, com queda de 0,08 ponto percentual. No vencimento de janeiro de 2035, a taxa estava em 14,03%, recuo de 0,13 ponto percentual.

Inflação brasileira

A redução do IPCA foi influenciada principalmente pela conta de luz, que ficou 7,63% mais barata com o impacto temporário do bônus de Itaipu. Também houve queda de 13,17% nas passagens aéreas, além de recuos nos preços de alimentos e combustíveis.

Para Marcelo Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, o resultado pode abrir espaço para mais um corte na taxa de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Ele relacionou o resultado ao nível dos juros, que estão na casa de 14%, e à desaceleração da demanda por bens e produtos.

Rafael Sueishi, especialista em renda fixa da Manchester Investimentos, afirmou que os serviços continuam sendo o principal ponto de atenção. Segundo ele, os serviços subjacentes aceleraram na margem para perto de 4,9%, enquanto os serviços intensivos em mão de obra permanecem em torno de 7%. Essa parcela está mais ligada ao mercado de trabalho, aos salários e à renda e tende a apresentar maior persistência na inflação.

Mercados internacionais

Às 12h40, o dólar registrava variação de 0,02%, cotado a R$ 5,100. O Ibovespa caía 0,42%, aos 187.462 pontos, acompanhando o movimento dos mercados no exterior.

Nos Estados Unidos, os preços ao consumidor aceleraram em agosto, com aumento do custo da gasolina após duas quedas mensais consecutivas. O dado foi divulgado antes da reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

Nesta manhã, o FedWatch, do CME Group, indicava 86,7% de chance de elevação dos juros para a faixa entre 3,75% e 4%. A probabilidade de manutenção do intervalo entre 3,5% e 3,75% era de 13,3%.

Em Wall Street, às 12h42, o Dow Jones subia 1,07%, o S&P 500 avançava 1% e o Nasdaq tinha alta de 1,28%. No mercado de petróleo, às 12h46, o contrato do Brent para abril era negociado a US$ 104, com queda de 2,66%.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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