São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Estoque da dívida federal chega a R$ 9,293 trilhões em agosto

Tesouro Nacional atribui a alta de 0,04% à incorporação de juros, apesar do resgate líquido de títulos no mês.

Estoque da dívida federal chega a R$ 9,293 trilhões em agosto

A Dívida Pública Federal (DPF) terminou agosto em R$ 9,293 trilhões, alta de 0,04% sobre julho, quando o estoque era de R$ 9,289 trilhões. O resultado foi divulgado pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (28).

A elevação ocorreu apesar do resgate líquido de R$ 84,43 bilhões em títulos. De acordo com o Tesouro, a incorporação de R$ 88,39 bilhões em juros compensou os resgates e sustentou o aumento do estoque.

A parcela interna da dívida, chamada de Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), caiu 0,05% e fechou o mês em R$ 8,944 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) cresceu 2,41%, alcançando R$ 348,26 bilhões.

Os títulos atrelados à taxa Selic ampliaram sua participação de 51,11% em julho para 52,74% em agosto. Segundo o Tesouro, esse foi o maior nível da série histórica. Os papéis de taxa flutuante representaram 52,74% da dívida, seguidos pelos indexados à inflação, com 23,22%; pelos prefixados, com 20,31%; e pelos cambiais, com 3,74%.

O prazo médio da dívida passou de 4,05 anos para 4,10 anos. A parcela com vencimento em até 12 meses recuou de 18,91% para 16,39%. No mesmo período, o custo médio acumulado em 12 meses subiu de 12,45% ao ano para 12,59% ao ano.

A reserva de liquidez do Tesouro, conhecida como colchão da dívida, diminuiu 11,89% em termos nominais, de R$ 1,37 trilhão para R$ 1,208 trilhão. O órgão informou que o volume cobre aproximadamente 7,18 meses dos vencimentos.

A participação de investidores estrangeiros na dívida interna subiu de 9,82% para 9,91%. O estoque em poder de não residentes passou de R$ 879,07 bilhões para R$ 886,3 bilhões. As instituições financeiras detêm 31,22% do estoque.

O Tesouro prevê que a DPF encerre 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. O órgão também espera reduzir gradualmente a fatia dos títulos de taxa flutuante se o país voltar a registrar superávits primários de forma estrutural.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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