A alta do petróleo ajudou as ações da Petrobras e levou o Ibovespa ao maior nível de fechamento desde 4 de maio. O índice subiu 1,20% e terminou o pregão aos 187.366,84 pontos, em um dia de valorização dos ativos domésticos.
Os papéis preferenciais da Petrobras avançaram 2,08%, enquanto os ordinários tiveram alta de 2,36%. As ações acompanharam o desempenho dos contratos de petróleo negociados no exterior. O volume financeiro movimentado na B3 foi de R$ 29,76 bilhões.
O Ibovespa chegou a 189.487,70 pontos durante a sessão e registrou mínima de 185.207,66 pontos. Dados da B3 mostram que o fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira continuou positivo em setembro. Nos três primeiros pregões do mês, a entrada líquida de capital externo somava R$ 3,9 bilhões.
Câmbio e commodities
O dólar à vista fechou a R$ 5,089, com baixa de 0,79%. A cotação foi a menor no encerramento de um pregão desde 7 de agosto, quando a moeda terminou a sessão a R$ 5,084. Ao longo do dia, a divisa oscilou entre R$ 5,1289 e R$ 5,0713.
Com o resultado, o dólar passou a acumular recuo de 7,28% em 2026. Nos cinco primeiros pregões de setembro, a queda era de 1,82%, depois de uma alta de 2,16% em agosto.
No mercado de petróleo, o Brent subiu 0,9%, para US$ 97,92, enquanto o WTI avançou 1,7%, para US$ 93,03. Os contratos reagiram ao aumento das tensões no Oriente Médio e a ataques contra instalações de energia na Arábia Saudita.
O Brent terminou no maior nível desde 23 de julho, e o WTI alcançou o maior fechamento desde junho. Os ataques atingiram cidades no sul da Arábia Saudita e estruturas ligadas ao setor energético, ampliando as preocupações com o abastecimento e o transporte de petróleo na região do Golfo Pérsico.
O Estreito de Ormuz permaneceu no centro das preocupações sobre o fluxo global da commodity. Antes da escalada do conflito, cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo passava pela região. Parte dos ganhos foi reduzida durante o dia por receios sobre os efeitos dos combustíveis mais caros na inflação, nos juros e no crescimento econômico global.








