São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Ex-ministro do Trabalho deixa de usar tornozeleira por decisão de Mendonça

Ahmed Mohamad Oliveira Andrade continuará sujeito a restrições, incluindo a entrega do passaporte e a proibição de contato com investigados.

Ex-ministro do Trabalho deixa de usar tornozeleira por decisão de Mendonça

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o monitoramento eletrônico de Ahmed Mohamad Oliveira Andrade, ex-ministro do Trabalho de Jair Bolsonaro e ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O equipamento foi substituído por outras medidas cautelares.

Ahmed não poderá manter contato com outros investigados nem deixar o país. O passaporte deverá ser entregue nas próximas 24 horas, conforme a decisão tomada nesta terça-feira pelo relator do caso no STF.

Pedido da Procuradoria-Geral da República

Mendonça atendeu a uma recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão avaliou que Ahmed não adotou comportamento prejudicial às investigações e defendeu a retirada da tornozeleira eletrônica.

Ahmed, que era chamado José Carlos Oliveira, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. Ele foi preso em novembro do ano passado.

A PF afirma que o ex-ministro teve um papel estratégico no funcionamento e na blindagem do esquema. As investigações registram que ele era conhecido pelos apelidos de “Yasser” e “São Paulo” e teria enviado mensagens pelo WhatsApp agradecendo o recebimento de valores indevidos.

Registros citados na investigação

Oliveira alterou o nome para Ahmed Mohmad Oliveira Andrade. Uma planilha de fevereiro de 2023 registra um repasse de R$ 100 mil associado a ele.

Os investigadores apontaram fortes indícios de que as fraudes estavam em pleno funcionamento durante o período em que ele foi ministro da Previdência no governo Bolsonaro, de março a dezembro de 2022.

Em depoimento à CPI do INSS, em setembro do ano passado, o ex-ministro negou irregularidades. “Se houve abusos e irregularidades, esses foram praticados por entidades externas”, afirmou. Ele também disse que eventuais servidores envolvidos deveriam ser punidos e que não se poderia generalizar nem pré-criminalizar pessoas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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