A Receita Federal informou que 86% das notas fiscais emitidas por empresas obrigadas já apresentam o destaque da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Nos últimos 30 dias, foram registrados 3,7 bilhões de documentos com a informação do tributo e 600 milhões sem o destaque.
Os dados estão no painel de Registro de Operações de Consumo (ROC), atualizado em 8 de outubro de 2026 com informações de documentos emitidos até as 23h59 de 7 de outubro. No período, 1.275.356 estabelecimentos de empresas sujeitas à exigência emitiram documentos fiscais.
Desse total, 489.326 estabelecimentos destacaram a CBS em todas as notas, enquanto 365.826 fizeram isso em parte dos documentos. Juntos, os grupos somam 855.152 estabelecimentos, equivalentes a 67% do universo considerado pela Receita Federal.
As empresas optantes pelo Simples Nacional ficaram fora do cálculo porque não são obrigadas a destacar a CBS em 2026.
O percentual varia conforme o documento fiscal. O destaque aparece em 87% dos emissores do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), em 82% dos emissores da Nota Fiscal Fatura de Serviços de Comunicação (NFCom), em 81% dos emissores da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) e em 78% dos emissores da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).
A CBS faz parte do novo modelo de tributação sobre o consumo, junto com o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O cronograma prevê 2026 como período de adaptação e testes; 2027 para o início da cobrança integral da CBS e os testes do IBS; a transição entre 2029 e 2032, com redução gradual do ICMS e do ISS; e a vigência integral do IBS em 2033.
A Receita Federal afirma que esses prazos estão previstos na Constituição e não podem ser modificados por decisão administrativa do órgão ou do Comitê Gestor do IBS (CGIBS).








