A arrecadação federal cresceu 8,25% em termos reais em agosto, para R$ 235,6 bilhões, informou a Receita Federal. O resultado foi influenciado pelo faturamento de empresas, pela arrecadação previdenciária e pela tributação de rendimentos de capital.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a arrecadação chegou a R$ 2,112 trilhões, com avanço real de 7,12%. De acordo com a Receita, esse foi o maior valor para o período desde 1995. O resultado mensal também foi o mais alto para agosto desde o início da série histórica, em 1995.
Empresas e receitas previdenciárias
As receitas administradas pelo Fisco somaram R$ 227,9 bilhões em agosto, alta real de 7,10%. A arrecadação de IRPJ e CSLL, tributos que incidem sobre o faturamento das empresas, alcançou R$ 34,104 bilhões, crescimento real de 13,09%.
A receita previdenciária acumulou R$ 63 bilhões, aumento real de 4,30%. A Receita atribuiu o desempenho ao crescimento da massa salarial, à arrecadação do Simples Nacional previdenciário e às compensações tributárias.
O IRRF sobre rendimentos do capital arrecadou R$ 12,723 bilhões, alta real de 23,27%. Segundo o Fisco, o resultado refletiu rendimentos mais elevados de títulos de renda fixa e a tributação de dividendos.
Efeito do Imposto de Exportação
A arrecadação de agosto também incluiu R$ 1,944 bilhão do Imposto de Exportação sobre óleo bruto, criado no contexto da guerra no Oriente Médio. Por ser um fator não recorrente, a Receita calculou que, sem esse tributo, o crescimento real da arrecadação no mês teria sido de 7,31%.
A Receita afirmou que o desempenho do período pode ser explicado pelo comportamento dos principais indicadores econômicos que afetam a arrecadação e pelo aumento do faturamento das empresas que recolhem impostos por estimativa mensal.








