O mercado regulado de apostas registrou receita bruta de R$ 20,28 bilhões nos primeiros seis meses de 2026, alta de 6,2% sobre os R$ 19,09 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. Até o primeiro semestre deste ano, 84 bets licenciadas administravam 193 marcas ativas no Brasil.
A receita bruta total do setor chegou a R$ 40,69 bilhões em 2025. O Gross Gaming Revenue (GGR) corresponde ao valor que permanece com as empresas depois do pagamento dos prêmios aos apostadores.
Destinação dos recursos
Dos valores arrecadados no primeiro semestre de 2026, R$ 2,49 bilhões tiveram destinação obrigatória prevista em lei para políticas públicas. Desse total, R$ 870,15 milhões foram direcionados ao esporte; R$ 677,52 milhões, ao turismo; e R$ 329,08 milhões, à segurança pública. Seguridade Social e Educação receberam, combinadas, R$ 493,84 milhões, além de outros setores.
A regulamentação aprovada em 2023 definiu inicialmente uma cobrança de 12% sobre a receita bruta das empresas, com distribuição dos recursos para áreas específicas. Uma lei aprovada no ano passado elevou a alíquota para 15% em 2028, com aumento de 1 ponto por ano em 2026 e 2027.
As empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda também pagaram R$ 30 milhões de outorga para operar durante cinco anos. A arrecadação considera impostos como Imposto de Renda, IOF, Cofins, Pis/Pasep, CSLL, Cide e Contribuição Previdenciária.
Possível encerramento
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar nesta sexta-feira o fim das bets. Se a medida for adotada, cerca de R$ 800 milhões deixarão de entrar mensalmente nos cofres da União, valor equivalente à média de arrecadação obtida com as plataformas on-line.
Entre janeiro e agosto de 2026, a receita acumulada chegou a R$ 6,3 bilhões. Desde o início do mercado regulado, em janeiro do ano passado, a arrecadação somou R$ 15,3 bilhões.








