São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

UE prevê retomada da carne bovina brasileira só após dois anos

Comissão Europeia exige rastreabilidade desde o nascimento dos animais e verificação independente antes de liberar as exportações.

UE prevê retomada da carne bovina brasileira só após dois anos

A carne bovina brasileira não deve voltar ao mercado da União Europeia antes de dois anos, segundo previsão de Eric Thévenard, diretor de saúde e auditorias alimentares do bloco e membro da Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu. Ele respondeu a uma pergunta do eurodeputado irlandês Ciaran Mullooly.

O prazo estimado corresponde ao período entre o nascimento dos bovinos e o abate. Thévenard explicou que a carne só poderá ser exportada se vier de animais nascidos depois da adoção de um sistema adequado de rastreabilidade desde o início da criação.

A União Europeia suspendeu, a partir de 3 de setembro, os embarques de carne bovina, carne de aves e outros produtos de origem animal do Brasil. A autoridade sanitária europeia afirma que o país não cumpre as regras do bloco sobre o uso de antibióticos para ingestão humana.

Rastreabilidade e controles

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, confirmou que mudanças imediatas no sistema brasileiro não permitiriam a retomada da carne bovina antes do cumprimento das exigências aplicáveis. Também permanecem as preocupações sobre os controles brasileiros relacionados ao uso do hormônio estradiol, proibido na pecuária da União Europeia.

Mullooly afirmou que uma auditoria sobre os controles brasileiros de antimicrobianos só será agendada quando houver uma perspectiva concreta de retomada do comércio. Segundo ele, a entrada da carne brasileira no mercado europeu dependerá do cumprimento das exigências do bloco e de uma verificação independente.

Aves e mel

O Ministério da Agricultura informou que a Comissão Europeia considerou satisfatória a qualidade do sistema brasileiro de produção nas cadeias de aves e mel. O relatório final de uma auditoria realizada pelas autoridades sanitárias europeias concluiu que a legislação, os procedimentos, a capacitação dos fiscais e os controles oficiais brasileiros podem oferecer as garantias exigidas pela legislação europeia.

As visitas a estabelecimentos de carne de aves, produtos avícolas e mel, além de órgãos oficiais, ocorreram entre 24 de agosto e 4 de setembro. Durante a missão, as autoridades constataram a proibição do uso de antimicrobianos como promotores de crescimento e de aumento de rendimento.

O relatório ainda não autoriza, por si só, a retomada das exportações de aves e mel. O Ministério da Agricultura aguarda o cumprimento das etapas administrativas necessárias pela União Europeia.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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