São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

Vendas no varejo chinês avançam 0,4% em agosto, enquanto indústria acelera

Consumo desacelera pelo segundo mês seguido, apesar do avanço da produção industrial e de medidas para reforçar o crédito estatal.

Vendas no varejo chinês avançam 0,4% em agosto, enquanto indústria acelera

As vendas no varejo da China cresceram 0,4% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Gabinete Nacional de Estatísticas da China. O resultado ficou abaixo dos 0,8% esperados por economistas e desacelerou ante os 0,6% de julho e 1% de junho.

Foi a segunda desaceleração mensal seguida. Em maio, as vendas haviam recuado 0,6%. O desempenho de agosto representa uma melhora em relação ao pior resultado do ano, mas mantém o consumo praticamente estagnado enquanto Pequim tenta estimular a demanda interna.

Desde o fim da pandemia de Covid-19, os gastos domésticos têm apresentado baixo crescimento, em contraste com a força das exportações. A diferença entre a produção do país e o que os consumidores compram continua aumentando.

Produção industrial avança

A produção industrial cresceu 5,2% em agosto, acima dos 4,5% registrados em julho e dos 4,8% previstos. O investimento em ativos fixos caiu 7,2% na comparação anual nos primeiros oito meses de 2026, em linha com as projeções.

O Gabinete Nacional de Estatísticas afirmou que a economia “funcionou de forma estável” no mês passado, mas disse que os fatores externos adversos estão se intensificando. O órgão também apontou um desequilíbrio entre oferta forte e demanda fraca, além de dificuldades operacionais enfrentadas por algumas empresas.

Zhiwei Zhang, presidente e economista-chefe da Pinpoint Asset Management, afirmou que a economia chinesa segue emitindo sinais contraditórios, com consumo e investimento fracos enquanto a produção industrial mantém o dinamismo.

Pequim estabeleceu para este ano uma meta de crescimento econômico entre 4,5% e 5,0%, a mais baixa em décadas.

Reforço ao sistema financeiro

Poucos dias antes da divulgação dos dados, o Ministério das Finanças anunciou uma operação de 360 bilhões de yuans, equivalentes a 46,1 bilhões de euros, para injetar capital em oito bancos e seguradoras estatais. Desse total, cerca de 290 bilhões de yuans, ou 37,2 bilhões de euros, serão destinados especificamente aos bancos.

A medida busca preservar a capacidade dessas instituições de conceder crédito, em um momento em que o governo as pressiona a apoiar a atividade econômica. Zhang avaliou que a fraqueza deve continuar no curto prazo porque o apoio orçamentário demora a chegar à economia.

A produção industrial e as exportações permanecem como os principais pontos de sustentação. No campo diplomático, espera-se que Xi Jinping viaje a Washington em 24 de setembro e leve uma grande delegação de empresários chineses para encontros com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As expectativas para a cúpula são moderadas, pois os dois países ainda divergem sobre quais produtos devem ser considerados não sensíveis nos acordos comerciais atuais.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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