São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Relatório da OMC destaca pressão sobre regras do comércio global

Documento aponta maior influência de economias emergentes, disputas sobre subsídios e efeitos da concorrência de importados.

Relatório da OMC destaca pressão sobre regras do comércio global

A participação de economias de renda baixa e média no comércio mundial de mercadorias quase dobrou desde 1995 e chegou a 45%. O dado faz parte do Relatório sobre o Comércio Mundial de 2026, divulgado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta terça-feira, 15.

O documento relaciona essa mudança à atuação de grandes economias emergentes, que passaram a exercer maior influência sobre os mercados. Brasil e China são apresentados como exemplos de uma redistribuição de poder que tornou mais complexo o sistema multilateral e pressionou compromissos negociados em um cenário global diferente.

A China ingressou na OMC em 2001. O Brasil já estava entre os emergentes de influência crescente, ao lado da Índia, na Rodada Uruguai, concluída em 1994.

O relatório também aborda o tratamento especial e diferenciado destinado a economias em desenvolvimento. Brasil, China, Coreia do Sul, Costa Rica e Cingapura indicaram que não pretendem recorrer a esse mecanismo em negociações atuais ou futuras, mas não renunciaram formalmente ao status de economia em desenvolvimento. Em 2022, a China anunciou que não usaria uma das flexibilidades previstas para emergentes nas regras de propriedade intelectual.

Disputas comerciais e custos internos

Entre os pontos de tensão citados pela OMC estão as diferenças entre modelos econômicos, o uso de política industrial, subsídios e empresas estatais. Produtos chineses aparecem em casos que adotam metodologias especiais em investigações antidumping. O Brasil está entre os sete maiores usuários desse instrumento entre 2015 e 2025, grupo responsável por quase dois terços das medidas aplicadas no período.

Estudos reunidos no relatório indicam que regiões brasileiras expostas à concorrência de importados tiveram recuperação lenta. Trabalhadores afetados por choques de importação tendem, segundo os estudos, a migrar para a informalidade por períodos prolongados.

Na China, a concentração da produção de minerais estratégicos também é apontada como uma questão de atenção. O país está entre os principais produtores de terras raras, grafite e gálio, enquanto avançam subsídios, controles de exportação e acordos destinados a reduzir dependências geopolíticas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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