O comparecimento às eleições passou a ser aceito pelo INSS como comprovação automática de Prova de Vida. O beneficiário que votar terá o procedimento registrado pelo órgão sem precisar apresentar outra forma de confirmação.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, informou que o INSS recebe os dados eleitorais e os contabiliza na verificação. Ana Cristina Silveira, presidente do instituto, afirmou que a mudança simplifica o processo para milhões de segurados e dá segurança ao pagamento dos benefícios da Previdência Social.
A medida faz parte do cruzamento de dados usado para revisar anualmente a situação de cerca de 40 milhões de beneficiários ativos. A análise inclui aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais e busca confirmar se o titular continua vivo para manter os pagamentos.
A Prova de Vida foi modificada para diminuir filas, custos e dificuldades do antigo modelo presencial, principalmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. A Lei nº 13.846/2019 e o Decreto nº 10.972/2022 estabeleceram que o comparecimento presencial deixasse de ser a regra. Com isso, o Estado passou a procurar de forma proativa registros que confirmem a vivacidade do cidadão.
Quem não comparecer às eleições continuará sendo analisado pelo sistema SIRIS. A ferramenta cruza bases do governo em busca de eventos comprobatórios, como emissão de documentos, movimentações registradas e atendimentos realizados. A convocação para regularizar a situação ocorre apenas quando nenhuma fonte confirma a vivacidade do segurado.
De acordo com o INSS, dados do TSE contribuíram para a Prova de Vida em 2024. Foram registrados eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, com a atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.








