A WEG anunciou um investimento de US$ 165 milhões, aproximadamente R$ 840 milhões, para ampliar a produção de geradores na América do Norte. O plano busca atender ao aumento da demanda por soluções de geração de energia associado à expansão dos data centers.
A empresa opera três unidades industriais nos Estados Unidos, voltadas à fabricação de equipamentos elétricos, à produção de tintas e ao suporte produtivo. No México, são quatro unidades, incluindo as operações de Atotonilco de Tula, no Parque Quma, e de Monterrey, dedicada à fabricação de motores e geradores e a atividades de pesquisa e desenvolvimento.
Projeto em duas fases
A primeira etapa receberá US$ 24 milhões para a compra e a adequação de um prédio industrial ao lado do atual Parque Industrial de Quma I. O local será usado para a montagem de geradores, com início das operações previsto para o segundo trimestre de 2027.
Na segunda fase, ainda sem local definido na América do Norte, a WEG aplicará US$ 141 milhões na construção de duas instalações industriais. A estrutura reunirá processos como a fabricação de lâminas, bobinas de baixa e média tensão, eixos e carcaças.
A conclusão dessa etapa está prevista para 2030. Ao fim do projeto, a companhia estima produzir cerca de cinquenta geradores por dia em fábricas no México, nos Estados Unidos, no Brasil e na China. A capacidade atual é de dez unidades por dia.
A expansão faz parte da estratégia para os negócios incorporados após a aquisição da Marathon. Em 2023, a WEG comprou da Regal Rexnord Corporation os negócios de motores elétricos industriais e geradores, incluindo a marca Marathon, por cerca de US$ 400 milhões.
João Paulo Gualberto da Silva, vice-presidente da unidade de Energia da WEG, afirmou que o investimento amplia a capacidade de produção e integra as operações associadas à Marathon.
A companhia também estima que as tarifas atuais dos Estados Unidos pressionarão sua margem consolidada caso permaneçam em vigor. Segundo a WEG, a presença global e a diversificação da produção podem reduzir os efeitos dessas medidas. Atualmente, 21% da produção brasileira é destinada aos Estados Unidos, ante cerca de um terço em 2024. No México, 41% da produção é enviada ao mercado americano.








