São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Justiça

Nunes Marques defende gentileza após sessão tensa no STF

Presidente do TSE falou durante despedida de ministro do STJ e afirmou que delicadeza também tem força após julgamento envolvendo Alexandre de Moraes.

Nunes Marques defende gentileza após sessão tensa no STF

O ministro Kassio Nunes Marques afirmou que a delicadeza e a gentileza podem ser usadas para se fazer ouvir, em sua primeira manifestação pública depois da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada na última terça-feira (15). A declaração foi feita na abertura da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na manhã de quinta-feira, 17.

“Não é preciso alterar o tom para ser ouvido. A delicadeza e a gentileza também têm força”, disse Nunes Marques, que preside o TSE. A fala ocorreu durante a despedida de Antônio Carlos Ferreira, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em sua última sessão na Corte Eleitoral.

Nunes Marques também associou a elegância à ausência de excessos ao mencionar a música popular brasileira e a bossa nova em referência a Ferreira.

Contexto do julgamento

A manifestação ocorreu após a sessão que analisou a abertura de investigação contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. O encontro foi marcado por tensão, discussões e ofensas entre ministros.

Antes do julgamento, Gilmar Mendes enviou mensagens a Nunes Marques e ao ministro Luiz Fux. Em uma delas, escreveu: “Assumam que estão ferrados e saiam dos processos”. Mendes também chamou os dois ministros de “servis” e “submissos”.

Nunes Marques se declarou impedido de participar da análise por ser presidente do TSE e considerar que a decisão poderia ter repercussão eleitoral. Antes de deixar o caso, respondeu a mensagens que indicavam contato entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Kevin de Carvalho Marques, seu filho. O ministro afirmou que nunca julgou processo relacionado ao Banco Master e que o filho não prestou serviços nem recebeu remuneração da instituição.

A sessão tratou de uma questão de ordem sobre a união do processo com o caso do ministro André Mendonça. O julgamento foi adiado por até 90 dias após pedido de vista do ministro Flávio Dino. O placar preliminar era de 4×3 pela separação dos processos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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