São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Justiça

STF arquiva ação de Capitão Wagner contra Camilo Santana

Flávio Dino concluiu que não houve demonstração de intenção específica de ofender na fala do senador sobre motins no Ceará.

STF arquiva ação de Capitão Wagner contra Camilo Santana

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quinta-feira 8 a queixa-crime apresentada pelo policial militar e ex-deputado federal Capitão Wagner contra o senador Camilo Santana. A decisão considerou que não havia justa causa para abrir a ação.

Wagner questionou declarações feitas por Santana em uma entrevista concedida em maio. Na ocasião, o senador afirmou que a única contribuição do ex-deputado para o Ceará teria sido a participação em dois motins e disse que ele havia atuado para aterrorizar a população cearense.

A acusação sustentava que Santana atribuiu a Wagner a liderança dos motins, conduta relacionada a crime praticado por militares que se reúnem para agir contra a ordem de um superior, conforme o Código Penal Militar. Wagner também afirmou que as declarações haviam sido amplificadas depois de sua divulgação em um vídeo com 570 mil inscritos no YouTube.

A Procuradoria-Geral da República se posicionou contra o pedido. Para o órgão, as declarações ocorreram no contexto do debate político, não apontaram um fato falso e fizeram apenas uma referência superficial a episódios ocorridos no Ceará. A manifestação também registrou que o termo motim tem uso amplo na linguagem popular e na imprensa.

Na decisão, Dino afirmou que não foi demonstrada a intenção específica de ofender. “Não está minimamente demonstrado o propósito específico de ofensa”, escreveu o ministro. Segundo ele, quando uma manifestação tem o objetivo de narrar, informar, criticar ou defender uma posição, a ausência dessa intenção impede o enquadramento penal. O ministro também concluiu que não havia justa causa para o ajuizamento da ação.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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