São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Justiça

TRF-2 aceita denúncia contra ex-deputado TH Joias por três crimes

Decisão unânime também tornou réus outras quatro pessoas investigadas pela Polícia Federal por crimes ligados ao Comando Vermelho.

TRF-2 aceita denúncia contra ex-deputado TH Joias por três crimes

A 1ª Seção do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) aceitou, por unanimidade, a denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias. Ele se tornou réu por corrupção, tráfico de drogas e contrabando ligado ao Comando Vermelho.

A decisão foi tomada na quinta-feira 10. Outras quatro pessoas também foram incluídas como rés: Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu; o ex-secretário estadual Alessandro Pitombeira Carracena; e o delegado de Polícia Federal Gustavo Stteel.

Investigação

Segundo o Ministério Público Federal, a organização criminosa ligada ao Comando Vermelho infiltrou integrantes na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e em secretarias estaduais. O objetivo, conforme a denúncia, era atuar no comércio ilegal de armas trazidas do Paraguai para comunidades do Rio de Janeiro.

O órgão também atribui ao grupo a ocupação de cargos públicos, o vazamento de dados policiais e a facilitação de vantagens ilícitas. A investigação conduzida pela Polícia Federal apontou ainda a importação clandestina de bloqueadores de sinal de drone, cujo uso é proibido para pessoas físicas e empresas. Os equipamentos seriam usados para evitar o monitoramento das forças de segurança durante operações policiais.

Na Alerj, assessores teriam negociado munições de uso restrito, inclusive materiais recolhidos em apreensões policiais, intermediado a venda de drogas e usado o gabinete para acomodar indicações da facção, sob a liderança de TH Joias. Nas secretarias estaduais de Casa Civil e de Defesa do Consumidor, Alessandro Pitombeira Carracena é acusado de vazar dados policiais em troca de vantagens indevidas.

Ainda conforme a investigação, Gustavo Stteel repassava informações privilegiadas e tentava intervir em favor dos líderes do grupo. Em troca, buscaria cargos públicos para sua companheira, entre outras contrapartidas.

O Ministério Público Federal pediu a manutenção das medidas cautelares pessoais e patrimoniais. O TRF-2 manteve a prisão preventiva dos acusados, determinou a transferência do ex-deputado para uma penitenciária federal e autorizou o compartilhamento de provas e o uso de bens apreendidos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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