RIade — Três pessoas morreram na quinta-feira em ataques com mísseis contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, informou a autoridade saudita de aviação civil. Entre os mortos está o comandante de um avião da Saudia Airlines, Hamoud Ali Alkalthami.
A empresa aérea confirmou na sexta-feira a morte do piloto e declarou “profunda tristeza” e “sentidas condolências”. De acordo com a autoridade de aviação, os dois ataques atingiram o aeroporto da capital saudita e uma aeronave da companhia nacional.
As explosões levaram diplomatas na capital a permanecerem abrigados e fizeram escolas internacionais adotarem medidas de segurança. No aeroporto, vários voos foram atrasados ou cancelados. A administração recomendou que os passageiros entrassem em contato com as companhias aéreas antes das viagens.
A defesa civil saudita afirmou que destroços da interceptação danificaram um jardim de infância e um complexo médico em Riade. As autoridades não informaram se houve vítimas nesses locais nem detalharam os danos.
Os Houthis, grupo baseado no noroeste do Iêmen, reivindicaram uma série de ataques contra o aeroporto e também alertaram trabalhadores para deixarem instalações petrolíferas da Arábia Saudita. Dias antes, o grupo havia atingido uma grande refinaria ao sul da capital.
Disputa no Iêmen
Os Houthis controlam a capital Sana'a e a maior parte dos principais centros populacionais do Iêmen desde o início da guerra, em 2014. A coalizão militar liderada por Riade entrou no conflito no ano seguinte para apoiar o governo iemenita.
O governo do Iêmen afirmou ter expulsado combatentes de áreas estratégicas na costa do mar Vermelho e da cidade portuária de Mocha durante uma contraofensiva. O grupo, conhecido oficialmente como Ansar Allah, afirma manter o controle do território. Fontes militares dos dois lados não relataram mudanças significativas no terreno.
As declarações das partes não puderam ser verificadas de forma independente. A retomada dos combates também provocou o deslocamento de mais de 200 000 pessoas desde julho, segundo dados das Nações Unidas.
Em Taiz, no oeste do Iêmen, os Houthis cercam uma área controlada pelo governo e impedem o acesso à principal rota de abastecimento para Aden, capital temporária do governo. “Há crise em tudo: água, gás, legumes, tudo o que é essencial”, disse a moradora Um Rian.






