São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Brasil reduz nível diplomático com Argentina e cobra respeito à relação bilateral

Em Buenos Aires, representante interino do Brasil criticou indiretamente Javier Milei e defendeu uma política de Estado nas relações entre os países.

Brasil reduz nível diplomático com Argentina e cobra respeito à relação bilateral

O encarregado de negócios da Embaixada do Brasil na Argentina, Eduardo Uziel, classificou como “uma época estranha” o atual momento das relações entre os dois países. A declaração ocorreu durante a cerimônia do Dia da Independência do Brasil, realizada no Teatro Colón, em Buenos Aires.

O discurso foi alinhado com o embaixador brasileiro na Argentina, Julio Bitelli, chamado a consultas em Brasília, e com o chanceler Mauro Vieira. Sem citar diretamente Javier Milei em todos os trechos, Uziel fez referências críticas à postura do presidente argentino em relação a Luiz Inácio Lula da Silva e às instituições brasileiras.

O diplomata defendeu que a relação bilateral seja preservada apesar das divergências entre os governos. “Uma amizade que independe dos governos e que é maior do que qualquer fantasia ou mapa bicolor”, afirmou. Em outro trecho, disse que a amizade entre Brasil e Argentina deveria ser mais forte que qualquer “mesquinharia ou temporária miopia”.

Redução do nível diplomático

Bitelli foi chamado a consultas em Brasília em 26 de julho, depois de Milei insultar Lula durante o lançamento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, em São Paulo. Na ocasião, o presidente argentino chamou Lula de “ladrão”, “corrupto” e “presidiário”.

Milei também atacou Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, por não ter autorizado uma visita do presidente argentino a Jair Bolsonaro, que cumpre sentença de 27 anos por tentativa de golpe de Estado. Os ataques ocorreram ao lado de Pablo Quirno, ministro das Relações Exteriores da Argentina.

Em 4 de agosto, após novas agressões de Milei contra Lula, Mauro Vieira manteve Bitelli em Brasília e deixou a representação brasileira em Buenos Aires sob a chefia de um encarregado de negócios. A Argentina adotou medida equivalente em sua representação em Brasília.

Posição sobre as Malvinas

Uziel também reafirmou o apoio brasileiro à soberania argentina sobre as ilhas Malvinas. Segundo ele, essa posição é mantida pelo Brasil desde 1833 e representa um exemplo de política de Estado guiada por convicção.

A cerimônia em Buenos Aires não contou com integrantes do governo argentino, embora autoridades tenham sido convidadas. A participação de um ministro, especialmente Pablo Quirno, poderia indicar uma tentativa de retomada da relação, conforme avaliação atribuída a Mauro Vieira. Esse gesto, no entanto, ficou para depois das eleições, condicionado ao resultado.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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