São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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B’Tselem acusa Israel de desmantelar as bases da vida palestina na Cisjordânia

ONG israelense afirma que violência, deslocamentos e restrições integram uma política estatal contra os palestinos; Exército rejeita as acusações.

B’Tselem acusa Israel de desmantelar as bases da vida palestina na Cisjordânia

A organização israelense de direitos humanos B’Tselem acusa Israel de conduzir na Cisjordânia uma política destinada a inviabilizar a permanência dos palestinos como povo. A denúncia está em um relatório divulgado nesta segunda-feira (14), intitulado “O Projeto de Eliminação”.

Segundo a ONG, cinco mecanismos atuam de forma combinada: violência, limpeza étnica, restrições à circulação, estrangulamento econômico e destruição social e política. A entidade afirma que a ofensiva israelense estaria desmantelando de maneira sistemática e acelerada as bases da existência palestina no território ocupado.

Uma contagem baseada em dados do Ministério da Saúde palestino aponta que 1.108 palestinos, entre civis e combatentes, foram mortos na Cisjordânia desde 7 de outubro de 2023. A B’Tselem também cita o deslocamento de dezenas de pequenas comunidades palestinas, que teriam deixado suas localidades por causa de violência ou da demolição de casas.

Restrições e assentamentos

A ONG denuncia ainda limitações à circulação provocadas por postos de controle militares e por mais de 900 portões instalados por Israel nas entradas de cidades e vilarejos palestinos. Para Yuli Novak, diretora-executiva da B’Tselem, a combinação dessas medidas impede que os palestinos continuem vivendo na região como um povo.

A organização classifica a política israelense como um “projeto colonial de povoamento”. Novak afirmou que essa definição descreve um projeto político e não nega a ligação judaica com a terra.

O relatório reúne episódios e políticas aplicadas na Cisjordânia e em Gaza para sustentar que as ações fazem parte de uma política estatal mais ampla. A B’Tselem também afirma que o sistema está enraizado na sociedade e na política israelenses e que as eleições legislativas previstas para outubro terão pouco impacto sobre ele.

Desde o início do atual mandato do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Israel teria legalizado ou aprovado, segundo a ONG, 104 novos assentamentos na Cisjordânia, território de aproximadamente 6.000 quilômetros quadrados. Mais de 500 mil colonos israelenses vivem na região, ao lado de cerca de três milhões de palestinos. Israel ocupa o território desde 1967, e os assentamentos são considerados ilegais pelo direito internacional.

Resposta de Israel

O Exército israelense rejeitou as acusações e afirmou que qualquer alegação de que pretende eliminar os palestinos como povo é “falsa, infundada e totalmente desligada da realidade”. Também condenou episódios de violência de caráter nacionalista na Cisjordânia e negou perseguir ou ter como alvo a população palestina.

Novak declarou que o governo de Netanyahu não criou o sistema, mas herdou uma estrutura política construída ao longo de décadas por governos israelenses sucessivos. Segundo ela, a atual administração tornou esse sistema mais rápido, violento e institucionalizado.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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