São José dos Campos, Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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Budanov alerta para riscos de uma Europa sem os Estados Unidos na segurança

Chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia defendeu cooperação de defesa com a Europa e disse que Kiev amplia interceptadores de drones.

Budanov alerta para riscos de uma Europa sem os Estados Unidos na segurança

Kyrylo Budanov, chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, afirmou que uma eventual arquitetura de segurança europeia sem os Estados Unidos seria uma opção “muito perigosa para a Europa”. Ele também disse que a Rússia usa ataques aéreos para desgastar e intimidar a população civil ucraniana.

Segundo Budanov, a estratégia russa é um “terrorismo clássico”, cujo objetivo não seria apenas causar destruição, mas também provocar medo. Ele declarou que Moscou acredita que ataques contínuos podem esgotar os ucranianos e pressionar o governo a fazer concessões.

O chefe do gabinete presidencial rejeitou a avaliação de que a Rússia esteja se adaptando mais rapidamente do que a Ucrânia. Moscou tem usado drones de propulsão a jato, alterado rotas de voo e realizado ataques combinados, mas Budanov disse que a Ucrânia desenvolve soluções tecnológicas para reduzir os efeitos dessas ofensivas. Para ele, proteger a população civil é a prioridade do esforço.

Interceptadores e cooperação industrial

Uma das tecnologias citadas por Budanov é uma nova geração de interceptadores ucranianos destinados a neutralizar drones russos de propulsão a jato. O sistema já passou dos testes convencionais e é empregado de forma experimental em combate. Ainda são necessárias melhorias de engenharia e o aumento da produção em escala.

Budanov afirmou acreditar que a Ucrânia alcançará a escala necessária antes do próximo inverno. Ele disse ter acompanhado pessoalmente o desenvolvimento da tecnologia e sua fabricação.

A Ucrânia também negocia formas de aprofundar a cooperação industrial de defesa com países europeus. Alguns países já assinaram acordos com Kiev no âmbito da iniciativa Drone Deal. Esses entendimentos podem incluir negociações sobre produtos específicos, mas Budanov ressaltou que as necessidades ucranianas terão prioridade.

Entre as possibilidades mencionadas estão empresas conjuntas e unidades de produção no exterior, com engenheiros ucranianos e propriedade compartilhada. Segundo ele, algumas tecnologias críticas devem permanecer na Ucrânia. O país, acrescentou, pode contribuir com rapidez na aplicação de inovações e no aumento da produção.

Segurança europeia e financiamento

Budanov disse que ainda é cedo para definir o papel da Ucrânia em uma futura arquitetura de segurança europeia, porque esse modelo ainda não foi estabelecido. Quando houver uma definição formal, afirmou, ficará mais claro o papel de cada país participante.

Sobre a possibilidade de esse sistema funcionar sem os Estados Unidos, ele defendeu que diferentes alternativas sejam consideradas, mas classificou essa hipótese como muito ruim e perigosa para a Europa.

Em relação às necessidades financeiras imediatas da Ucrânia, Budanov afirmou que Kiev já identifica como a maior parte dos recursos poderá ser obtida. Ele citou negociações com o Fundo Monetário Internacional e a Comissão Europeia. As necessidades, segundo ele, continuam mudando conforme a guerra evolui e os ataques russos de mísseis e drones se intensificam.

Para o futuro, Budanov disse defender uma economia liberal e aberta, com intervenção limitada do Estado, política fiscal previsível e estabilidade interna. No momento, porém, afirmou que a principal tarefa da Ucrânia é sobreviver.

Ele também defendeu condições rigorosas, transparentes e compreensíveis para as exportações de armamentos. Por causa das necessidades do próprio país durante a guerra, essas exportações continuam limitadas.

Ao ser questionado sobre como medir o sucesso da Ucrânia nos próximos anos, considerando a economia, a atração de investimentos e o retorno de cidadãos, Budanov respondeu que o objetivo é alcançar uma posição melhor nos rankings mundiais do que a atual.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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