São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Câmeras térmicas monitoram colisões de aves em parque eólico no mar do Norte

Estudo de um ano identificou 22 possíveis colisões e testou inteligência artificial para monitorar aves em condições de baixa visibilidade.

Câmeras térmicas monitoram colisões de aves em parque eólico no mar do Norte

Um estudo-piloto acompanhou a migração de milhões de aves pelo mar do Norte durante quase um ano para avaliar o risco de colisões com turbinas eólicas offshore. A pesquisa identificou 22 possíveis colisões, das quais duas foram confirmadas e uma foi classificada como altamente provável.

O monitoramento foi realizado no parque eólico offshore Hollandse Kust Zuid, em colaboração entre a empresa de energia Vattenfall, a Wildlife Imaging Systems (WIS) e a Wageningen University & Research (WUR). A WIS instalou 16 câmeras térmicas em uma turbina, com cobertura de todos os ângulos e funcionamento contínuo. Com apoio de inteligência artificial, o sistema acompanhou aves e morcegos durante a noite e aves maiores durante o dia, inclusive sob neblina ou chuva.

A pesquisa abrangeu uma temporada de migração na primavera e outra no outono. De acordo com Karen Krijgsveld, pesquisadora de ecologia de aves na Wageningen University & Research, a expansão da energia eólica offshore exige mais conhecimento sobre os riscos para a biodiversidade.

Resultados de outros estudos

A Vattenfall afirmou que as estimativas anteriores de colisões no mar eram baseadas principalmente em modelos teóricos. No ambiente offshore, a confirmação de mortes é dificultada pela ausência de restos que possam ser recuperados. O objetivo principal do estudo foi avaliar o funcionamento da tecnologia em condições reais, e os resultados de uma única turbina não foram apresentados como aplicáveis a todos os parques.

Um estudo anterior da Associação Alemã de Energia Eólica Offshore analisou mais de quatro milhões de movimentos de aves ao longo de um ano e meio, usando radar e câmeras com inteligência artificial. Os pesquisadores concluíram que mais de 99,8 por cento das aves migratórias evitaram as turbinas de forma consistente.

Em outro estudo realizado pela Vattenfall perto de Aberdeen, na Escócia, foram analisadas 2 007 trajetórias de voo durante 19 meses, de junho de 2023 a dezembro de 2024. Não foram registradas colisões.

Medidas de proteção

Organizações de conservação afirmam que ainda são necessárias ações para proteger espécies ameaçadas. Das 26 aves marinhas que fazem ninhos nas costas e ilhas do Reino Unido, 10 estão na lista de espécies ameaçadas.

Em 2020, o parque eólico terrestre de Smola, na Noruega, pintou de preto uma pá de cada uma de suas 68 turbinas. A iniciativa reduziu as mortes de aves em cerca de 70 por cento, de 11 carcaças registradas antes da pintura para seis depois.

Entre as medidas consideradas estão instalar turbinas longe de habitats sensíveis, evitar rotas de migração e usar câmeras térmicas e radar para avaliar os riscos. Críticos da pintura das pás afirmam que aumentar a visibilidade das turbinas pode alterar as rotas migratórias, fazendo com que as aves percorram distâncias maiores.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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