São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Sistema sueco de IA formula hipóteses e conduz experimentos científicos

Sistema combina modelos de linguagem, bases de dados e robótica para testar hipóteses sobre o crescimento de leveduras.

Sistema sueco de IA formula hipóteses e conduz experimentos científicos

Pesquisadores desenvolveram um sistema de inteligência artificial capaz de conduzir etapas do processo científico com pouca intervenção humana. A ferramenta formula hipóteses, planeja experimentos, interpreta resultados e ajusta suas conclusões com base em novas evidências.

O sistema foi criado por pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Chalmers e da Universidade de Gotemburgo. Ele combina vários grandes modelos de linguagem, bases de dados e robótica de laboratório em um circuito fechado, no qual as etapas de descoberta científica são conectadas.

A IA analisou uma base com cerca de 60 000 relações fenotípicas, fisiológicas e metabólicas da espécie de levedura S. cerevisiae, também conhecida como levedura de cerveja ou de padeiro. A partir desses dados, produziu perto de 2 000 previsões testáveis sobre a influência dos nutrientes no crescimento celular e na resistência ao estresse.

As hipóteses foram avaliadas e transformadas em instruções passo a passo para os equipamentos do laboratório. Depois dos testes, o sistema examinou os dados, verificou quais previsões estavam corretas e atualizou ou aperfeiçoou as hipóteses. As que não foram confirmadas foram rejeitadas para os ciclos seguintes.

“Em vez de servir apenas como ferramenta de apoio à decisão, o cientista de IA gera ativamente novo conhecimento científico”, afirmou Ievgeniia Tiukova, pesquisadora da Universidade de Tecnologia de Chalmers e uma das autoras do estudo.

Papel dos pesquisadores

Os autores afirmam que sistemas desse tipo podem reduzir vieses humanos, acelerar ciclos de pesquisa e diminuir variações causadas por erros, registros incompletos de protocolos, condições ambientais e outros fatores que afetam os resultados e a reprodutibilidade.

Ross King, autor sênior do estudo na Universidade de Gotemburgo, disse que cientistas de IA poderão colaborar com pesquisadores humanos para acelerar descobertas em biologia, medicina e biotecnologia. Para ele, essas ferramentas também podem reduzir o tempo de investigação de questões complexas e melhorar o uso dos recursos de laboratório.

Os pesquisadores, porém, ressaltam que as pessoas continuarão responsáveis por definir prioridades, interpretar contextos amplos, desenvolver programas de pesquisa e garantir o cumprimento de regras éticas.

A Organização Mundial da Saúde publicou um relatório com recomendações para pesquisadores, comitês de ética, reguladores, financiadores e formuladores de políticas sobre o uso responsável da IA na pesquisa em saúde. Meg Doherty, diretora do Departamento de Ciência para a Saúde da OMS, afirmou que a inovação deve ser acompanhada de salvaguardas para proteger a dignidade humana, os direitos e a equidade.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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