São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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França manterá até 500 liceus fechados após protestos estudantis

Ministério da Educação informa que 24 escolas foram incendiadas ou vandalizadas e que 78 profissionais ficaram feridos.

França manterá até 500 liceus fechados após protestos estudantis

Entre 400 e 500 liceus da França terão aulas total ou parcialmente suspensas na segunda-feira, informou o Ministério da Educação Nacional. A medida será aplicada nas escolas onde as condições de segurança não estão reunidas. Uma nova jornada nacional de mobilização está marcada para terça-feira.

Dos 735 estabelecimentos de ensino afetados pelos protestos, 24 foram incendiados ou vandalizados, segundo o ministro da Educação Nacional, Édouard Geffray. O ministério também contabiliza 78 profissionais da área feridos desde o início dos acontecimentos.

O movimento reúne alunos do ensino secundário que reivindicam melhores condições de ensino. Entre as queixas estão a insalubridade dos prédios, salas lotadas, horários considerados excessivos, falta de funcionários e ausência de professores sem substituição. Alguns estudantes também contestam a proibição de celulares nas escolas.

Detenções e confrontos

As manifestações, concentradas principalmente nas grandes cidades, foram acompanhadas por bloqueios de liceus, incêndios em contêineres de lixo e confrontos com as forças de segurança. O Ministério da Administração Interna informou que quase 5.000 pessoas foram detidas desde segunda-feira.

A polícia usou gás lacrimogêneo, balas de borracha e cassetetes para dispersar alguns manifestantes. O ministro da Administração Interna, Laurent Nuñez, rejeitou acusações de atuação desproporcional e afirmou que as forças de segurança protegem estudantes que querem apresentar suas reivindicações de forma pacífica.

O movimento começou há duas semanas no liceu Saint-Exupéry, em Créteil, nos arredores de Paris, em apoio a professores em greve. Depois, espalhou-se por outras regiões do país.

Após mobilizações nacionais em 29 de setembro e 1 de outubro, um novo ato está previsto para terça-feira. Todas as organizações sindicais de professores anunciaram apoio ao protesto e criticaram a resposta do governo.

Incidentes graves também foram registrados. Em Tours, um estudante perdeu a visão do olho direito após confrontos com a polícia. Em La Ciotat, um professor de 59 anos foi atingido por gasolina e agredido; um adolescente de 16 anos foi detido em Marselha. Em Belfort, um policial foi perseguido e agredido, e duas pessoas ficaram sob custódia policial.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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