São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Houthis rejeitam acusação saudita após drone ser destruído perto de Meca

Defesa aérea da Arábia Saudita afirma que equipamento foi abatido antes de entrar no espaço aéreo restrito da cidade sagrada.

Houthis rejeitam acusação saudita após drone ser destruído perto de Meca

A Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) condenou o episódio envolvendo um drone lançado em direção a Meca, enquanto os houthis negaram que a cidade sagrada tenha sido alvo da operação. A entidade reúne 57 Estados‑membros e afirmou que os ataques atingem a santidade dos locais religiosos e os sentimentos dos muçulmanos.

A defesa aérea da Arábia Saudita informou que destruiu, na terça-feira (15), um drone atribuído aos houthis antes que ele entrasse no espaço aéreo restrito de Meca. A coalizão militar liderada por Riade, que apoia o governo do Iêmen, declarou que a proteção das duas mesquitas sagradas e de seus visitantes é uma linha vermelha.

O grupo iemenita, apoiado pelo Irã, rejeitou a acusação. Hazm al‑Assad chamou a denúncia de “uma mentira esfarrapada” em uma publicação na rede social X. O porta-voz militar Yahya Saree disse que as operações têm como alvos instalações petrolíferas e bases militares, afastadas dos locais sagrados.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, condenou o ataque contra Meca. Abdulah el‑Alimi, político iemenita alinhado a Riade, afirmou que o caso deveria revelar as intenções dos houthis. A imprensa saudita também criticou o episódio e o classificou como uma agressão que ultrapassou limites religiosos, morais e humanos.

Conflito regional

A disputa ocorre em meio à ofensiva dos houthis contra a Arábia Saudita, iniciada há quase uma semana. O grupo anunciou nesta quarta-feira (16) que havia derrubado um avião de combate saudita e acusou Riade de realizar 450 ataques aéreos contra o Iêmen nesta semana.

Os houthis também tomaram, na semana passada, o controle da costa iemenita próxima ao Mar Vermelho, ampliando sua presença junto ao Estreito de Bab el-Mandeb. A passagem conecta a Europa à Ásia pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez.

O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, e o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, pediram na terça-feira, no Cairo, garantias para a liberdade e a segurança da navegação no estreito. O Ministério das Relações Exteriores do Catar afirmou que o fechamento da via teria consequências catastróficas.

A intensificação dos combates entre os houthis e as forças pró-governo deixou ao menos 100 mil pessoas deslocadas nos últimos dias, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). O petróleo Brent era negociado nesta quarta-feira a US$ 108,5 por barril, quase 80% acima do nível anterior ao início da guerra em fevereiro.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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