São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Audiência Nacional investiga entrada de migrantes em Ceuta

Decisão aponta possível facilitação do Marrocos e avalia crimes ligados à soberania espanhola e à morte de migrantes.

Audiência Nacional investiga entrada de migrantes em Ceuta

A Audiência Nacional da Espanha abriu, em 7 de setembro de 2026, uma investigação sobre a entrada de dezenas de milhares de migrantes em Ceuta no fim de julho. A decisão menciona indícios de que o Marrocos teria favorecido o deslocamento até o enclave espanhol.

A alta jurisdição, sediada em Madri e competente também para casos ocorridos no exterior, afirmou que os fatos podem configurar infrações, entre elas o delito de atentado contra a paz ou a independência do Estado espanhol.

Suspeitas sobre a atuação marroquina

A investigação se baseia em um relatório da polícia espanhola. Conforme a decisão, integrantes uniformizados das forças de segurança do Marrocos teriam permitido a aproximação das pessoas, sem tentar dispersá-las ou afastá-las da área de fronteira. Eles também são acusados de orientar os migrantes sobre como atravessar para Ceuta.

A juíza María Tardón, responsável pelo caso, afirmou que houve “uma gestão indiscutivelmente favorável ao processo” de entrada a partir do território marroquino. Ela acrescentou que o uso de fluxos migratórios pode fazer parte de operações de guerra híbrida.

A magistrada também descreveu ondas de chegada com diferentes intensidades e perfis, que teriam provocado o colapso do controle fronteiriço e uma violação em massa da soberania territorial espanhola. Para ela, o episódio não foi resultado de ações acidentais, ocasionais ou espontâneas.

Além de possíveis crimes contra a paz do Estado espanhol, a Justiça avalia delitos contra os direitos de estrangeiros, incluindo possíveis homicídios involuntários.

Mais de 100 pessoas morreram ao tentar chegar a Ceuta a nado. Mais de 70 mil pessoas, em sua maioria marroquinas, entraram no território espanhol em julho; a maior parte já retornou ao Marrocos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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