São José dos Campos, Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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Letônia quer ampliar poderes da guarda de fronteira após incursão de migrantes

Proposta prevê mudanças no uso da força após grupo de 20 migrantes entrar no país acompanhado por escoltas armadas e mascaradas.

Letônia quer ampliar poderes da guarda de fronteira após incursão de migrantes

A Guarda Estatal de Fronteira da Letônia apresentou ao Ministério do Interior uma proposta para ampliar os poderes de agentes, policiais e militares que atuam na fronteira com a Bielorrússia. A iniciativa ocorreu após a entrada de 20 migrantes no país, em 5 de outubro, acompanhados por escoltas armadas e mascaradas que ameaçaram soldados letões.

O ministro do Interior, Jānis Dombrava, apoia a mudança. Ele afirmou que o episódio representa uma ameaça à segurança do país, e não apenas um problema de gestão migratória. Nas horas seguintes à incursão, equipamentos de vigilância foram danificados, o que reduziu a capacidade de detectar e responder a novas entradas.

Mudanças propostas

Atualmente, os guardas de fronteira podem usar armas de fogo em situações previstas na lei, inclusive diante de ameaças graves e tentativas de sabotagem. A proposta apresentada por Guntis Pujāts, chefe da Guarda Estatal de Fronteira, prevê que os agentes deixem de ser obrigados a fazer um aviso antes de usar a força em determinadas circunstâncias.

As regras também permitiriam o uso de todos os meios disponíveis para deter pessoas que danifiquem a infraestrutura da fronteira. Pujāts disse que não sabe quanto tempo levará para a proposta virar lei e afirmou que gostaria que as mudanças entrassem em vigor imediatamente.

A Letônia enfrenta migração irregular vinda da Bielorrússia desde 2021. O país concluiu neste ano a instalação de uma vedação ao longo de 173 quilômetros da fronteira e implantou sistemas avançados de vigilância. Segundo Pujāts, as barreiras fazem com que os passadores adotem ações cada vez mais agressivas, incluindo o lançamento de pedras e a exibição de objetos que parecem armas.

Dombrava disse que pretende apresentar alterações para dar poderes mais claros e maior margem de ação a quem protege a fronteira. A medida também busca assegurar que guardas, soldados e outros funcionários não sejam alvo injustificado de processos criminais pelo uso legítimo de armas de fogo ou de meios especiais.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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