São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Observação de aves é incorporada à reabilitação de pessoas após AVC em Montana

Programa da Universidade de Montana usa a atividade para estimular comunicação e convivência de pessoas com afasia após um AVC.

Observação de aves é incorporada à reabilitação de pessoas após AVC em Montana

A observação de aves passou a integrar a reabilitação de pessoas que tiveram um AVC na Universidade de Montana, nos Estados Unidos. A atividade oferece oportunidades de comunicação e convivência mesmo quando falar, ler, escrever ou compreender a fala se tornou difícil.

A perda dessas capacidades é conhecida como afasia e afeta aproximadamente um terço dos sobreviventes de AVC. A estimativa é de que 11.000 pessoas desenvolvam a condição todos os dias. Catherine Off, investigadora e codiretora do Intensive Comprehensive Aphasia Program (ICAP), afirma que a afasia não reduz as capacidades intelectuais, mas altera a função linguística.

Os participantes frequentam o programa quatro dias por semana, durante quatro semanas, em cerca de 80 horas de reabilitação. Cada sobrevivente é acompanhado por um parceiro de comunicação treinado, normalmente um estudante de pós-graduação em terapia da fala. Ecólogos de aves orientam os conteúdos relacionados à observação.

A atividade permite que a interação vá além da comunicação verbal. Os participantes podem apontar, desenhar ou observar fotografias para compartilhar informações sobre as aves. Com isso, continuam envolvidos socialmente mesmo quando a produção da fala está limitada.

Programa ainda busca evidências clínicas

Os gaviões-de-Cooper, aves de rapina nativas da América do Norte, estão entre os animais observados no programa. Os investigadores afirmam que os primeiros resultados são encorajadores, mas ressaltam que a iniciativa ainda está em fase conceitual. O grupo trabalha para reunir evidências clínicas formais sobre a eficácia da abordagem no longo prazo.

A incidência e a prevalência de AVC devem continuar aumentando nos próximos 25 anos. Atualmente, a doença é a terceira principal causa de morte e incapacidade em adultos no mundo, e o risco de uma pessoa sofrer um AVC ao longo da vida aumentou mais de 50% nos últimos 17 anos.

Os investigadores também apontam que o acesso desigual a serviços de prevenção, atendimento agudo e reabilitação de alta qualidade dificulta a recuperação. Para Victoria Dreitz, ecóloga de aves no programa de Biologia da Vida Selvagem da universidade, a observação pode ser acessível porque pode começar com alguém sentado diante de uma janela ou planejando um percurso para encontrar uma espécie.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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