São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Peste segue presente no mundo, mas risco de transmissão na Europa é muito baixo

Espanha não registra casos autóctones há décadas, enquanto a OMS acompanha a suspeita de peste pneumônica na Rússia.

Peste segue presente no mundo, mas risco de transmissão na Europa é muito baixo

A peste não circula de forma habitual na Espanha nem no restante da Europa há mais de 50 anos, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC). Apesar disso, a bactéria causadora da doença continua presente em regiões da África, da Ásia e das Américas.

A preocupação recente surgiu após a morte de uma cientista em Irkutsk, na Sibéria, por uma pneumonia de origem desconhecida. O caso levantou a suspeita de peste pneumônica, mas as autoridades russas informaram que não havia casos confirmados na região. As análises feitas em pessoas que tiveram contato com a vítima deram resultado negativo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu informações adicionais para esclarecer a ocorrência e ofereceu apoio às autoridades russas. A União Europeia analisou o caso em 7 de outubro, e o ECDC afirmou não haver indícios de casos secundários ou de transmissão sustentada entre pessoas. Para a OMS, o risco para a Europa é muito baixo.

Vigilância na Espanha e presença global

A Espanha não registra casos autóctones há várias décadas, mas mantém a vigilância epidemiológica. A Comissão de Saúde Pública atualizou, em abril de 2026, o protocolo nacional sobre a doença, incluindo definições de caso, características epidemiológicas e informações a serem coletadas diante de possíveis contágios.

A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis, encontrada naturalmente em algumas populações de pequenos mamíferos, principalmente roedores, e nas pulgas que os parasitam. A transmissão pode ocorrer pela picada de pulgas infectadas, pelo contato com tecidos ou fluidos de animais infectados e, na forma pneumônica, por partículas respiratórias de pessoas doentes.

Entre 2019 e 2025, a maioria dos casos humanos informados à OMS se concentrou em Madagascar e na República Democrática do Congo. Em Madagascar, há registros de peste bubônica praticamente todos os anos durante a temporada epidêmica, que costuma durar de setembro a abril. Nos Estados Unidos, são notificados em média cerca de sete casos humanos por ano, principalmente em áreas rurais do oeste do país.

A forma bubônica é a mais frequente e costuma causar febre, mal-estar e inflamação dolorosa dos gânglios linfáticos. A pneumônica afeta os pulmões e pode passar de uma pessoa para outra. Já a forma septicêmica ocorre quando a bactéria se multiplica na corrente sanguínea.

Atualmente, a peste pode ser tratada com antibióticos, mas o diagnóstico precoce é necessário para reduzir complicações e o risco de morte. A presença da bactéria em animais selvagens mantém a possibilidade de novos casos em regiões onde existam reservatórios naturais, embora a situação seja diferente da que permitiu à peste negra devastar a Europa no século XIV.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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