São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Rússia pede aviões ao Vietnã enquanto frota comercial enfrenta sanções

Quase um quinto dos aviões das 11 maiores companhias aéreas russas está fora de serviço, segundo dados da indústria do país.

Rússia pede aviões ao Vietnã enquanto frota comercial enfrenta sanções

A Rússia pediu ao Vietnã o aluguel temporário de aviões de passageiros, tripulações e serviços de manutenção, enquanto enfrenta a deterioração da frota retida após a invasão da Ucrânia. O ministro dos Transportes, Andrei Nikitin, afirmou que Hanói analisa a proposta de contratos de wet lease, que incluem aeronave, tripulação, manutenção e seguro.

A principal companhia aérea vietnamita opera apenas aeronaves Airbus e Boeing. Por isso, uma eventual transferência para empresas russas envolveria aviões fabricados no Ocidente e poderia expor companhias do Vietnã a sanções secundárias dos Estados Unidos. A Etiópia recusou uma proposta semelhante por esse risco.

Contatos com outros países da Ásia, da África e do Oriente Médio não produziram resultado até agora.

Frota russa sob pressão

Após a invasão em grande escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, sanções atingiram o setor aéreo russo. Moscou também aprovou uma lei que permitiu às companhias manter aviões alugados no exterior, em vez de devolvê-los aos proprietários.

Antes da invasão, cerca de 850 dos 900 aviões comerciais russos eram modelos Boeing ou Airbus fabricados nos Estados Unidos e na Europa. Aproximadamente 85% estavam alugados de empresas estrangeiras. Com a interrupção do acesso a peças e serviços técnicos ocidentais, companhias russas passaram a retirar componentes de aeronaves paradas para manter outras em operação.

A Organização da Aviação Civil Internacional afirma, em suas normas, que cada componente deve ter histórico de manutenção certificado e rastreável. A Rosaviatsia, reguladora russa, emite certificados próprios para peças que não são reconhecidos pelas autoridades de aviação da União Europeia e dos Estados Unidos.

Dos 673 aviões operados pelas 11 maiores companhias aéreas russas, 130 estão fora de serviço, quase um quinto da frota. A taxa considerada normal é de cerca de 10%. Entre as empresas que não pertencem ao grupo Aeroflot, 93 dos 322 aviões estão parados.

Combustível e aviões nacionais

Também há restrições ao abastecimento em pelo menos 26 grandes aeroportos. Em São Petersburgo, Kaliningrado, Ecaterimburgo, Kazan, Ufa, Irkutsk e Vladivostok, o combustível é limitado ao volume necessário para um único voo. Sochi, Volgogrado e Astracã aplicaram limites a todas as transportadoras.

Os ataques de drones ucranianos contra refinarias russas reduziram a produção de combustível, e o governo restringiu as exportações de combustível de aviação.

Os ministérios dos Transportes e da Indústria e a Rostec discutem uma taxa sobre passageiros para financiar a compra e a operação de aviões produzidos na Rússia. A cobrança pode chegar a 500 rublos por bilhete doméstico e a mil rublos por voo internacional.

Os modelos MC-21 e Tu-214 são mais caros de operar que os Boeing e Airbus que pretendem substituir. Por isso, dependem de subsídios estatais ou de recursos pagos pelos passageiros, enquanto analistas alertam que tarifas mais altas podem reduzir o número de passageiros e as receitas das companhias aéreas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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