Os casos de salmonela vêm aumentando de forma constante na Europa desde 2020, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC). Entre maio de 2025 e agosto de 2026, foram confirmados 341 casos no continente, quase metade deles desde maio de 2026.
O Reino Unido registrou o maior número no período, com 207 casos, seguido pelos Países Baixos, com 106. Bélgica, Alemanha, França, Áustria e Dinamarca tiveram, respectivamente, 15, 6, 4, 2 e 1 casos, de acordo com os dados do ECDC.
O Reino Unido posteriormente revisou o total para 474 casos. As investigações continuam, mas especialistas avaliam que as pessoas podem ter adoecido após comer fora, e não por preparar ovos em casa. Na Bélgica, um surto associado ao consumo de ovos deixou mais de 300 pessoas doentes em agosto, em um recorde para o país. Esse episódio não está incluído nos 15 casos belgas contabilizados pelo ECDC.
Em 2024, Alemanha, França e Espanha foram os países mais afetados da União Europeia, com 12.316, 12.308 e 11.248 casos, respectivamente. Os menores números foram registrados em Chipre, com 80 casos, Estônia, com 103, e Malta, com 164.
Transmissão e impacto
A salmonela é um grupo de bactérias que pode causar salmonelose, um tipo de intoxicação alimentar. A infecção costuma ocorrer após o consumo de carne, aves e ovos crus ou mal cozidos, além de leite não pasteurizado. Massa instantânea, ovos e sementes de abóbora também foram associados a surtos recentes.
O ECDC informa que bebês e crianças de até quatro anos são os mais afetados. A maioria das pessoas se recupera em uma semana, mas a infecção pode ser grave para crianças pequenas, idosos e pessoas com o sistema imunológico mais frágil.
Segundo a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), mais de 91.000 casos de salmonelose são notificados todos os anos na União Europeia. A agência estima que o impacto econômico da salmonela possa chegar a 3 bilhões de euros por ano, considerando gastos com atendimento de saúde, internações e perda de produtividade.







