A Comissão Europeia decidiu manter o prazo de 1 de novembro para a eliminação progressiva de inversores elétricos fabricados na China em projetos de energia financiados pela União Europeia. A decisão foi tomada apesar dos pedidos de investidores e de empresas do setor de energias renováveis por mais tempo.
A partir dessa data, projetos já conectados ou que venham a ser conectados à rede elétrica da UE deverão excluir fornecedores considerados de alto risco ou iniciar uma transição gradual para equipamentos de fornecedores classificados como não de alto risco.
Os inversores convertem a energia solar em eletricidade utilizável. Como são conectados à internet, podem ser acessados remotamente para manutenção e atualizações de software. A Comissão relaciona a restrição a preocupações de cibersegurança, incluindo a possibilidade de fabricantes acessarem ou manipularem os equipamentos à distância, com risco de desestabilização das redes elétricas e interrupções no fornecimento.
Pressão de investidores e empresas
No início deste ano, a Comissão adotou orientações provisórias que restringem o uso de recursos da UE em projetos de energia limpa, como instalações solares, eólicas e de armazenamento, quando dependem de inversores fornecidos por empresas de alto risco. Entre os exemplos citados está a Huawei, da China.
Investidores institucionais, incluindo o Banco Europeu de Investimento, e representantes do setor renovável questionam se fabricantes alternativos têm capacidade para atender aos volumes necessários e a custos compatíveis. Depois de uma mesa-redonda realizada em junho para discutir o tema, aumentou a expectativa de que o prazo pudesse ser flexibilizado.
Os participantes afirmam que o calendário é irrealista e pode gerar dificuldades financeiras e operacionais para projetos de energia renovável. Também apontam que os custos envolvidos incluem não apenas os inversores, mas garantias e serviços associados, como manutenção.
A Comissão afirma que já existe uma oferta viável de inversores não fabricados na China e que o custo adicional para proteger a infraestrutura energética europeia é relativamente modesto. Alguns investidores ainda esperam que sejam concedidas exceções caso a caso, especialmente quando atrasos decorrerem de circunstâncias imprevistas, como problemas em processos de licenciamento.







