São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Yemen Dawn amplia combates no Iémen e leva Paquistão e Turquia a enviar tropas

Forças governamentais retomaram localidades próximas a Bab el-Mandeb, enquanto os houthis reivindicaram ataques contra alvos na Arábia Saudita.

Yemen Dawn amplia combates no Iémen e leva Paquistão e Turquia a enviar tropas

A operação Yemen Dawn ampliou o conflito entre as forças governamentais do Iémen e os houthis, com combates próximos ao estreito de Bab el-Mandeb e ataques reivindicados contra alvos na Arábia Saudita. Paquistão e Turquia também acordaram enviar tropas para o reino, em meio à expansão da guerra.

O porta-voz militar dos houthis, o general de brigada Yahya Saree, afirmou que o grupo lançou mísseis balísticos e de cruzeiro, além de drones, contra o aeroporto internacional Rei Khalid, em Riade, e uma refinaria em Rabigh, no mar Vermelho. Segundo ele, também foram atingidos o aeroporto de Abha, instalações militares em Khamis Mushait e outros alvos nas cidades de Najran e Jizan.

A embaixada dos Estados Unidos em Riade alertou cidadãos norte-americanos para que permanecessem vigilantes diante da possibilidade de novos ataques com drones ou mísseis.

Avanço no estreito

Forças aliadas ao governo iemenita retomaram Dhubab, ao norte de Bab el-Mandeb, além de Bab e Hadeid, segundo responsáveis iemenitas. Testemunhas relataram a entrada de carros de combate e militares governamentais nessas localidades. O estreito liga o mar Vermelho ao golfo de Áden.

A ofensiva começou no início da manhã de segunda-feira com cobertura aérea da coligação militar liderada pela Arábia Saudita. O porta-voz da coalizão, general Turki al-Malki, disse que 100 aviões de combate apoiam as forças governamentais e que a aliança ofereceu “proteção aérea” ao estreito, além de destruir centenas de alvos houthis.

Os houthis, oficialmente chamados Ansar Allah, afirmaram ter avançado em outras áreas do sudoeste do Iémen. No domingo, o grupo tomou Turbah, cidade situada na estrada entre Taiz e Aden, onde funciona a sede provisória do governo iemenita. O movimento já havia ocupado aldeias e áreas nos arredores de Taiz.

No início de setembro, os houthis conquistaram Mokha e várias ilhas do mar Vermelho. Com isso, passaram a controlar a margem iemenita de Bab el-Mandeb, por onde passa 12% do comércio mundial.

Apoio militar e crise humanitária

Rashad al-Alimi, chefe do Conselho de Liderança Presidencial, disse que a operação pretende recuperar áreas sob controle dos houthis. Em uma publicação na rede X, afirmou que Yemen Dawn busca restaurar as instituições do Estado, libertar Sana'a e encerrar o controle do grupo sobre a capital.

O porta-voz saudita Turki al-Malki prometeu “apoio operacional total” às forças governamentais até a eliminação dos houthis. O gabinete de comunicação do grupo relatou ataques aéreos em áreas sob seu controle, incluindo Sana'a.

Em reunião de emergência em Riade, ministros do Paquistão e da Turquia acordaram com a Arábia Saudita o envio de forças militares ao reino. Um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão não informou o número de militares, os países que contribuirão com tropas nem o calendário da operação.

A guerra começou em 2014, quando os houthis lançaram uma ofensiva a partir do norte do Iémen, tomaram Sana'a e levaram o governo a se exilar na Arábia Saudita. O conflito matou mais de 150 mil pessoas.

A Organização Mundial da Saúde informou que a mais recente onda de violência deixou pelo menos 959 mortos e mais de 4 200 feridos. Segundo a agência das Nações Unidas para as migrações, cerca de 174 097 pessoas deixaram suas casas no Iémen, e mais de 3 000 fugiram por mar para o Djibuti.

O Ministério da Saúde do Iémen alertou que unidades médicas e profissionais de saúde na província de Taiz foram afetados. Um porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que ele está “profundamente preocupado com a forte escalada dos combates”.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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